Flávio Bolsonaro diz que cenário eleitoral é favorável, mas alerta aliados: “Não podemos baixar a guarda”

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Por João Paulo Alexandre — Jornal Opção

Flávio Bolsonaro diz que cenário eleitoral é favorável, mas alerta aliados: “Não podemos baixar a guarda”

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo, 11, que considera favorável o cenário eleitoral para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Apesar da avaliação, o parlamentar pediu que seus apoiadores mantenham a mobilização e trabalhem para garantir o comparecimento dos eleitores às urnas.

A declaração ocorreu durante um encontro com prefeitos paulistas realizado no Shopping Light, na região central de São Paulo. A reunião foi organizada pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), além dos senadores eleitos André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).

Durante o evento, integrantes da campanha reforçaram a necessidade de atuação das lideranças municipais nas duas semanas que antecedem a votação. A principal preocupação apresentada foi assegurar que os eleitores que apoiaram Flávio no primeiro turno participem novamente do processo eleitoral.

“Essas pessoas que já votaram em nós, precisamos trabalhar para que elas vão às urnas no domingo de novo”, afirmou o candidato.

Flávio também adotou um discurso crítico ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário na disputa. O senador afirmou que pretende encerrar o ciclo de governos petistas e responsabilizou a atual administração por problemas econômicos, como o endividamento das famílias, a carga tributária e o fechamento de empresas.

“Estamos a duas semanas de pôr fim à era Lula”, declarou.

Flávio critica campanha de Lula e promete manter programas sociais

Outro assunto abordado pelo candidato foi a circulação de conteúdos políticos nas redes sociais. Flávio Bolsonaro acusou integrantes da campanha petista de divulgar informações falsas sobre suas propostas e questionou a atuação da Justiça Eleitoral diante dessas publicações.

O senador mencionou especificamente o canal de WhatsApp denominado “Exército do Lula”, que havia sido suspenso por determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, após solicitação da campanha do PL.

Segundo Flávio, o canal estaria sendo utilizado para disseminar informações falsas sobre sua candidatura. Ele também cobrou maior rapidez da Justiça Eleitoral na análise de denúncias relacionadas à propaganda eleitoral.

Ainda neste domingo, porém, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu provisoriamente a determinação anterior e autorizou o restabelecimento do canal. A decisão tem caráter preliminar e deverá ser examinada pelo plenário do TSE.

Em resposta às críticas feitas por adversários, Flávio negou que pretenda extinguir programas de transferência de renda ou modificar a política de valorização do salário mínimo.

O candidato assegurou que, caso seja eleito, manterá o Bolsa Família e os reajustes salariais acima da inflação. Segundo ele, a intenção é aperfeiçoar as iniciativas sociais existentes.

“Ninguém vai tocar em programas sociais, eu vou só melhorar os programas sociais”, afirmou.

O senador também acusou o PT de utilizar informações falsas como estratégia eleitoral. As declarações ocorreram em meio à disputa de narrativas entre as duas campanhas presidenciais.

Tarcísio pede reforço na mobilização dos eleitores

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também discursou durante o encontro e solicitou maior participação dos prefeitos na campanha de Flávio Bolsonaro.

Segundo o governador, parte dos votos destinados ao candidato do PL no primeiro turno teria sido perdida por confusão na identificação dos números utilizados nas urnas eletrônicas.

Tarcísio afirmou que alguns eleitores teriam digitado o número 10, utilizado por ele na eleição estadual, em vez do número 22, correspondente à candidatura presidencial de Flávio. A alegação foi apresentada pelo governador durante o evento.

Diante disso, o chefe do Executivo paulista pediu que as lideranças municipais intensifiquem a divulgação das informações eleitorais entre os apoiadores.

A reunião também teve como objetivo ampliar a participação de prefeitos e vereadores nas atividades da campanha durante a reta final da disputa presidencial.

Segurança pública e relação com municípios

Durante o encontro, Flávio Bolsonaro voltou a apresentar compromissos relacionados ao combate ao crime organizado. O candidato defendeu uma atuação mais intensa do governo federal na segurança pública e direcionou parte de seu discurso aos moradores de comunidades afetadas pela presença de facções criminosas.

“O resgate de vocês está chegando”, declarou o senador ao tratar do tema.

Flávio também afirmou que pretende estabelecer uma relação próxima com governadores, prefeitos, deputados e senadores caso seja eleito presidente da República.

O parlamentar destacou sua experiência no Legislativo e defendeu uma administração que amplie o diálogo com representantes dos municípios, especialmente na distribuição de recursos federais.

Segundo ele, uma eventual gestão presidencial deverá atuar de maneira integrada com o governo de São Paulo e garantir canais de comunicação com as administrações municipais.

O candidato também voltou a criticar Lula, acusando o presidente de adotar políticas que, em sua avaliação, não oferecem condições suficientes para a população de baixa renda superar dificuldades econômicas.

Após o encontro com os prefeitos, Flávio participou de uma reunião reservada com vereadores. Na ocasião, reiterou o compromisso de manter diálogo com os representantes dos legislativos municipais em um eventual governo.

A agenda ocorreu duas semanas antes do segundo turno das eleições presidenciais, quando Flávio Bolsonaro e Lula voltarão a disputar os votos dos brasileiros.

Leia também: Lula pede mobilização de eleitores que não votaram no primeiro turno durante ato na Avenida Paulista

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Fonte: Jornal Opção

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