Eventual superávit de 2027 depende de dois fatores, diz ex-secretário do Tesouro

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O governo federal apresentou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027, que prevê um superávit efetivo de R$ 18,6 bilhões. Jeferson Bittencourt, economista e ex-secretário do Tesouro Nacional, destacou que essa projeção se baseia em um crescimento econômico otimista de 2,46%, enquanto o mercado aponta uma expansão do PIB mais modesta, em torno de 1,5%. Esse crescimento é crucial para a arrecadação de impostos, que depende da geração de riquezas no país. Além disso, a proposta inclui R$ 20 bilhões em receitas provenientes de leilões de áreas de petróleo, uma expectativa que não se concretizou nos anos anteriores.

Bittencourt também alertou sobre a necessidade de um eventual contingenciamento de despesas, que pode impactar o resultado fiscal. Para que o superávit primário se torne realidade, o governo precisará evitar o congelamento das despesas e focar em limites orçamentários mais flexíveis. A inclusão de novos impostos na arrecadação, como o Imposto Seletivo e a Contribuição sobre Bens e Serviços, ainda depende de definições legais que não estão claras, o que levanta questionamentos sobre a viabilidade das previsões orçamentárias.

Fonte: Reportagem – PlatôBR

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