EUA preparam novas sanções contra alvos no Brasil ligados a PCC e CV

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Por Aquiles LinsBrasil 247

247 – Pessoas, empresas e instituições brasileiras com supostas conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) podem ser alvo de uma nova rodada de sanções dos Estados Unidos nas próximas semanas. Autoridades estadunidenses vêm intensificando investigações financeiras sobre as duas facções e suas redes de atuação internacional.

As informações são da Folha de S.Paulo, que ouviu autoridades que acompanham o assunto sob condição de anonimato. Segundo a reportagem, Departamento do Tesouro, Departamento de Justiça e FBI participam do trabalho de rastreamento, que procura identificar a origem e o destino de recursos ligados ao PCC e ao CV nos Estados Unidos e suas conexões com pessoas e organizações instaladas no Brasil.

As possíveis sanções poderiam alcançar indivíduos, companhias e instituições cujos integrantes sejam associados pelas autoridades estadunidenses às facções. Até o momento, porém, não há uma relação pública de novos alvos nem anúncio oficial de que as punições serão efetivamente adotadas.

O trabalho de investigação vem sendo realizado há meses. Depois de mapear movimentações financeiras dentro dos Estados Unidos, investigadores passaram a cruzar informações para identificar conexões dos fluxos de dinheiro com residentes e estruturas existentes no Brasil.

Washington aumenta pressão sobre o Brasil

O movimento ocorre em meio ao endurecimento do discurso do governo de Donald Trump sobre a atuação do crime organizado brasileiro. Em documento enviado ao Congresso dos Estados Unidos no dia 15 de setembro, Washington afirmou que PCC e CV transformaram o Brasil em um centro relevante dos fluxos internacionais de cocaína e criticou a resposta brasileira às duas organizações.

O governo brasileiro rejeitou a acusação de omissão. Em nota divulgada em 16 de setembro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública ressaltou que o Brasil sequer aparece na relação de 23 países classificados pelos Estados Unidos como grandes produtores ou territórios de trânsito de drogas e afirmou que as críticas desconsideram as medidas adotadas contra o crime organizado.

Entre as iniciativas citadas pelo ministério estão a Lei Antifacção, sancionada em março de 2026, e o programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio. A pasta também destacou operações realizadas por forças federais e mecanismos voltados ao bloqueio do patrimônio de organizações criminosas.

O governo brasileiro afirmou que continuará enfrentando as facções de maneira “soberana e coordenada”, ao mesmo tempo em que mantém a cooperação internacional.

PCC e CV foram enquadrados em categorias ligadas ao terrorismo

No primeiro semestre, os Estados Unidos enquadraram PCC e CV em categorias de sanções relacionadas ao terrorismo: a de Terrorista Global Especialmente Designado (SDGT, na sigla em inglês) e a de Organização Terrorista Estrangeira (FTO).

O enquadramento ampliou os instrumentos disponíveis para que autoridades estadunidenses bloqueiem ativos e adotem medidas contra pessoas e organizações consideradas responsáveis por dar apoio material ou financeiro às facções.

A decisão ocorreu depois de encontros do então senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje candidato à Presidência da República, com Trump e integrantes de seu governo, entre eles o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice-presidente J. D. Vance. A existência dessas reuniões, porém, não demonstra por si

Fonte: Brasil 247

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