Estão procurando voluntários para viver gratuitamente na Patagônia em troca de cuidar de um glamping 30 horas por semana e nível básico de inglês
Por Carlos Emanoel Freires dos Santos — Catraca Livre
Uma oportunidade de voluntariado na Patagônia chilena está oferecendo hospedagem, três refeições por dia, lavanderia e excursões gratuitas para quem aceitar colaborar 30 horas por semana em um projeto de conservação e ecoturismo. A experiência acontece em Lonquimay, no norte da Patagônia do Chile, em uma propriedade de 500 hectares cercada por montanhas e áreas protegidas. A vaga foi divulgada pela plataforma Worldpackers e aceita participantes entre 18 e 60 anos.
Onde fica o projeto que está recebendo voluntários?
O local fica na comuna de Lonquimay, próximo à fronteira com a Argentina e ao lado da Reserva Nacional Alto Biobío. A propriedade integra o Geoparque Kütralkura, reconhecido pela Unesco, e também está inserida na Reserva da Biosfera Las Araucarias.
O projeto trabalha com educação ambiental, geologia, ecoturismo e conservação de espécies. Entre 2025 e 2026, a equipe também participa de ações relacionadas à reintrodução de espécies que desapareceram da região e ao monitoramento de pumas.
O que o voluntário precisa fazer durante as 30 horas semanais?
O trabalho não consiste apenas em cuidar das acomodações. Os participantes podem ser direcionados para diferentes atividades dentro da propriedade, dependendo da necessidade do período.
Entre as tarefas previstas estão:
- manutenção de trilhas;
- cuidados com os domos do glamping;
- jardinagem;
- trabalho em hortas;
- pequenos reparos e construção;
- apoio na recepção de visitantes.
A jornada é de 30 horas semanais, com dois dias livres para descanso ou para conhecer a região.
O que está incluído em troca do trabalho?
A proposta cobre boa parte das despesas básicas durante a estadia. O participante recebe quarto compartilhado e café da manhã, almoço e jantar todos os dias. Há também acesso a cozinha equipada, lavanderia e conexão básica com a internet.
O programa ainda inclui:
- tours e excursões gratuitas;
- uso de bicicletas da propriedade;
- aulas de idiomas;
- certificado ao final da experiência;
- suporte da plataforma durante a viagem.
É preciso saber inglês?
A exigência de idioma merece uma correção importante em relação à forma como algumas chamadas resumem a oportunidade. Segundo a descrição publicada, o programa pede inglês fluente ou, alternativamente, espanhol em nível iniciante. Portanto, não se trata exatamente de exigir apenas “inglês básico”.
As inscrições também são individuais. A oportunidade não aceita candidatura conjunta de casais ou duplas de viagem, e o participante precisa ter entre 18 e 60 anos.
Quanto tempo é possível permanecer vivendo na Patagônia?
A disponibilidade informada vai de setembro a fevereiro, período que coincide com a primavera e o verão no Hemisfério Sul. A estadia mínima é de quatro semanas e pode chegar a 12 semanas.
Isso significa que alguém aprovado pode passar de um a três meses vivendo dentro do projeto, trabalhando cinco dias por semana e usando os dias livres para explorar a região ou simplesmente permanecer na propriedade.
O que não está incluído na oportunidade?
Apesar de oferecer hospedagem e alimentação, o programa não paga todas as despesas da viagem. Passagens até o Chile, seguro, deslocamentos internos e eventuais custos relacionados a visto ou documentação ficam por conta do próprio participante.
A principal vantagem está justamente em reduzir o custo de permanecer por várias semanas na Patagônia. Em vez de pagar hospedagem e alimentação durante todo o período, o voluntário troca 30 horas de trabalho semanal por estrutura básica, refeições e acesso a experiências dentro de uma área de conservação. Para quem aceita a rotina de trabalho e consegue arcar com a viagem até Lonquimay, a proposta permite viver por até três meses em uma das regiões naturais mais conhecidas do sul da América.
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Fonte: Catraca Livre