Escolas públicas de cinco estados recebem R$ 500 mil para projetos de adaptação climática e educação ambiental

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Cinco escolas públicas de Salvador (BA), Campo Grande (MS), Piraí e Resende (RJ) e São Paulo (SP) receberão R$ 100 mil cada para implementar projetos voltados à educação ambiental, melhoria dos espaços escolares e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas. O investimento total de R$ 500 mil é feito pelo Instituto Motiva, por meio da segunda edição do Prêmio Escolas Baseadas na Natureza. O prêmio é realizado com apoio técnico e pedagógico do Crescer e do Instituto Alana e é destinado a escolas localizadas nos 255 municípios de 13 estados onde a Motiva atua.
As propostas foram desenvolvidas pelas próprias comunidades escolares e selecionadas por uma banca que considerou critérios como qualidade técnica, potencial pedagógico e capacidade de responder a problemas ambientais e sociais de cada território. Além dos recursos financeiros, as escolas terão mentoria pedagógica, assessoria técnica e apoio especializado em arquitetura escolar sustentável.
Entre os projetos estão a criação de um jardim sensorial, jardins para polinizadores, uma horta de ervas medicinais, uma sala de aula ao ar livre e a recuperação de uma área de 1.100 metros quadrados afetada por erosão.
Segundo Renata Ruggiero, presidente do Instituto Motiva, a iniciativa parte da necessidade de preparar as escolas para um cenário de mudanças no clima. “O clima já mudou e continuará mudando. Diante desse cenário, é fundamental que as escolas estejam preparadas para oferecer ambientes mais saudáveis, frescos, acolhedores e conectados à realidade dos estudantes”, afirmou.

Projetos respondem a problemas locais
Em Salvador, a Escola Municipal CSU de Pernambués pretende transformar uma área de 150 metros quadrados em um jardim sensorial. O espaço terá diferentes texturas, aromas, cores e elementos naturais para atividades de aprendizagem e brincadeira. A escola enfrenta episódios frequentes de ondas de calor e possui pouca vegetação. A expectativa é beneficiar entre 100 e 150 estudantes dos anos iniciais.
Em Campo Grande, a Escola Municipal Antonio José Paniago vai criar o Refúgio de Polinizadores Urbanos, com jardins de espécies nativas do Cerrado, meliponários para abelhas sem ferrão e estruturas destinadas a abelhas solitárias. A proposta amplia iniciativas ambientais já existentes na unidade, que também possui um sistema de captação de água da chuva capaz de reduzir em até 75% o consumo hídrico. Mais de 150 estudantes devem ser beneficiados.
Na Escola Municipal Marília Lima Valente, em Piraí, o projeto prevê uma horta sensorial com ervas medicinais e temperos, integrada a um percurso com diferentes texturas e elementos naturais. A proposta também foi pensada para ampliar a inclusão de estudantes com deficiência, TEA e outras necessidades específicas, por meio de atividades que estimulem autonomia e aprendizagem prática.
Em Resende, a Escola Municipal Jardim das Acácias pretende transformar uma área de 150 metros quadrados em uma espécie de sala de aula ao ar livre. O Território de Brincar Natural terá solo vivo, troncos, pedras, areia e vegetação já existente. A escola atende 375 estudantes e prevê, com o projeto, ampliar áreas sombreadas e permeáveis.
Já em São Paulo, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Desembargador Amorim Lima vai trabalhar na recuperação de uma área de 1.100 metros quadrados que sofreu erosão do solo e é utilizada diariamente por cerca de 800 estudantes. A proposta combina técnicas de recuperação e drenagem com espaços de brincadeira e aprendizagem ao ar livre.
Natureza integrada ao ensino
De acordo com o Instituto Motiva, os projetos não se limitam à realização de obras nos espaços físicos. A proposta é integrar as intervenções ao currículo e às atividades pedagógicas, utilizando os ambientes naturais como parte do processo de aprendizagem.
A segunda edição dá continuidade à iniciativa realizada em 2025, quando outras cinco escolas públicas dos estados da Bahia, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro foram contempladas.
O Programa Escolas Baseadas na Natureza foi lançado em 2025 e, segundo o Instituto Motiva, atualmente alcança mais de 170 mil estudantes. A iniciativa surgiu a partir da reformulação do programa Caminhos para a Cidadania, criado em 2002.
O instituto informa ainda que já destinou mais de R$ 530 milhões a projetos sociais desde sua criação, com impacto direto sobre mais de 20 milhões de pessoas. Em 2025, foram R$ 81,7 milhões destinados a iniciativas que, segundo a organização, beneficiaram mais de 2 milhões de pessoas. A meta declarada é chegar a R$ 1 bilhão em investimentos sociais até 2035.
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Fonte: umsoplaneta

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