Equipe de vela Inaê prepara retorno às regatas para Brasileiro de Oceano 2026
Por Esporte News Mundo — Carta Capital
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Time santista trabalha nos reparos da embarcação antes da Santos-Rio.
O Inaê Soto40 Transbrasa trabalha para retornar às competições em outubro, quando está prevista a participação da equipe no Brasileiro de Oceano 2026. Antes de voltar à linha de largada, o veleiro comandado por Bayard Umbuzeiro Neto passa por reparos e por uma etapa de preparação que envolve diferentes componentes da embarcação.
O Brasileiro de Oceano 2026, organizado pela Associação Brasileira de Veleiros de Oceano, engloba a 76ª Regata Santos-Rio, com largada em 22 de outubro, e o Circuito Rio, entre 30 de outubro e 2 de novembro. O calendário coloca diante da equipe diferentes características de navegação e exige preparação antes do retorno às competições.
O Inaê Soto40 não disputa uma regata desde a 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela, realizada entre julho e agosto. Antes disso, conquistou o vice-campeonato da segunda etapa da Copa Mitsubishi e assumiu a liderança geral da classe ORC Performance após as duas primeiras etapas.
Durante o período fora das raias, a equipe trabalha na embarcação. Projetado pelo argentino Javier Soto Acebal, o Soto40 possui 12,30 metros de comprimento, deslocamento aproximado de 4,3 toneladas e cerca de 2,18 toneladas de lastro. Casco, apêndices, mastro, velas, equipamentos e sistemas estão entre os componentes que integram a preparação.
“Quem acompanha uma regata vê o barco competindo durante algumas horas, mas existe muito trabalho para que ele chegue à raia em condições de buscar resultado. Um Soto40 exige cuidado, planejamento e envolvimento da equipe durante toda a temporada. Estamos vivendo agora uma etapa diferente da campanha, fazendo o trabalho necessário para voltar à água e seguir competitivos”, afirma Bayard Umbuzeiro Neto, comandante do Inaê Soto40 Transbrasa.
A atenção aos componentes também está relacionada às características das competições sob o sistema ORC, cuja medição considera casco, apêndices, estabilidade, mastro, velas e outros elementos capazes de interferir no desempenho das embarcações.
Enquanto o Soto40 é preparado para retornar às regatas, o projeto Inaê mantém presença em outras classes. A estrutura da família Umbuzeiro chegou a quatro embarcações nesta temporada: Inaê Soto40, na ORC; Rainha Inaê, na Bra-RGS; Inaê 50tão, na RGS-Cruiser; e Inaê Jr, na HPE25.
A formação permite à equipe santista disputar diferentes categorias e manter velejadores de diferentes gerações envolvidos no projeto.
“O Soto40 trouxe uma nova dimensão competitiva para o projeto, mas o Inaê é formado por todos esses barcos e, principalmente, pelas pessoas que estão neles. É uma história de família que continua crescendo. Queremos ter o Soto40 de volta à raia, mas também queremos que cada embarcação cumpra seu papel dentro desse projeto”, completa Bayard Neto.
Em 2026, o Inaê Soto40 conta com o apoio do Porto de Santos, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. A preparação realizada agora faz parte da campanha para que a embarcação volte às competições no Brasileiro de Oceano.
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Fonte: Carta Capital