Envolvidos com o 8 de Janeiro não empolgam eleitorado e fracassam nas urnas

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Por Gabriel Andrade — Carta Capital

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Advogados, parentes e golpistas tentaram conseguir uma vaga no Congresso neste ano

Em uma tentativa de usar o 8 de Janeiro como trampolim eleitoral, advogados, parentes e golpistas se candidataram para cargos no Congresso na eleição deste ano. As candidaturas, entretanto, não prosperaram em sua esmagadora maioria.

Um dos exemplos é Gennaro Vela Neto, que ficou preso por 70 dias e fez acordo de não persecução penal, concorreu ao cargo de deputado federal pelo Podemos no Paraná, mas recebeu apenas 533 votos e ficou com a vaga de suplente. Vandinho Patriota, que chegou usar tornozeleira eletrônica, se candidatou a uma vaga de deputado federal pelo Novo do Mato Grosso, recebeu 1.896 votos e não se elegeu.

Cláudia Rodrigues, irmã da “Débora do Batom”, concorreu a deputada federal pelo Novo em São Paulo. Ela, entretanto, não empolgou o eleitorado e recebeu 2.764 votos e não foi eleita.

Entre os advogados, Jeffrey Chiquini foi que se saiu melhor: foi o candidato a deputado federal mais votado do Paraná, com mais de 425 mil votos. Ele defendeu Filipe Martins no processo da trama golpista e ganhou visibilidade ao criticar publicamente o Supremo Tribunal Federal.

Já Sebastião Coelho, que também atuou na defesa de Martins, não prosperou na sua tentativa de se tornar senador pelo Novo do Distrito Federal. Recebeu 67 mil votos e não foi eleito.

Matheus Mayer Milanez, advogado do general Augusto Heleno no STF, chegou a anunciar sua candidatura a deputado federal pelo Republicanos no DF, mas renunciou à disputa em 14 de agosto, após acusações de violência doméstica feitas pela ex-companheira. Milanez nega as acusações.


Gabriel Andrade

Editor do site de CartaCapital

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Fonte: Carta Capital

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