Entidades educacionais lançam carta em defesa da escola pública e apoiam candidatura de Lula; saiba como assinar
Por Laís Gouveia — Brasil 247
247 – Entidades científicas e organizações da área educacional divulgaram um manifesto nacional convidando a sociedade a refletir criticamente sobre as propostas para o ensino no país. Intitulado “Carta da Educação para o Povo Brasileiro”, o documento propõe uma reflexão profunda sobre o modelo de escola desejado pelas famílias e alerta para as consequências de escolhas políticas no setor, defendendo que o acesso a um ensino de qualidade e democrático é um compromisso central com o futuro da nação.
A iniciativa parte de entidades representativas da pesquisa e da gestão educacional, que disponibilizam evidências científicas para embasar a escolha dos eleitores. No trecho final do manifesto, as organizações declaram apoio político explícito ao afirmar que, “no segundo turno das Eleições de 2026 para a Presidência da República, há uma única candidatura que responde a esses anseios! Lula e Alckmin em defesa da Educação!”. O texto já contabiliza mais de seis mil adesões de apoiadores e profissionais do setor.
O manifesto questiona a eficácia e os riscos de soluções simplistas frequentemente apresentadas em períodos eleitorais. Entre os pontos criticados estão a vinculação do financiamento escolar a metas de notas dos alunos, a substituição da gestão pública por empresas privadas com fins lucrativos e o direcionamento exclusivo do ensino médio público para a formação técnica, o que poderia restringir o acesso dos jovens da periferia ao ensino superior.
Outro ponto central de reflexão trazido pelas entidades refere-se à expansão do modelo cívico-militar nas redes públicas. A carta pontua que esse formato consome recursos orçamentários da educação que são repassados a corporações militares, mantendo desempenho similar ao das instituições tradicionais. O texto defende que as prioridades do sistema educacional — responsável por quase 90% das matrículas do ensino fundamental e médio no Brasil — devem focar na valorização dos profissionais, na infraestrutura adequada e na permanência dos estudantes mais vulneráveis na escola.
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Fonte: Brasil 247