Enfoque: Prefeitos globais discutem perspectivas de desenvolvimento sustentável em Wuhan, na China
Por Brasil 247 — Brasil 247
(Foto de Ni Na/Xinhua)
Wuhan, 21 set (Xinhua) — Mais de 80 líderes municipais e representantes de mais de 20 países, juntamente com dirigentes de organizações internacionais, se reuniram em Wuhan, na Província de Hubei, centro da China, para discutir desafios urbanos comuns e explorar caminhos para o desenvolvimento sustentável no Diálogo Global de Prefeitos 2026.
Realizado de 18 a 21 de setembro sob o tema “River City: Shared Resonance, Shared Growth”, o evento enfoca como a inovação tecnológica, a cooperação industrial e os intercâmbios culturais podem impulsionar o desenvolvimento urbano e melhorar a vida das pessoas.
Shaukat Ali, prefeito de Manchester, disse estar impressionado com os esforços de Wuhan no desenvolvimento de indústrias de baixo carbono e manufatura avançada, observando que Manchester e Wuhan estabeleceram conjuntamente o Fórum de Energia Limpa Reino Unido-China para aproveitar os pontos fortes industriais e tecnológicos compartilhados das duas cidades em prol de um desenvolvimento ecologicamente correto.
Manchester e Wuhan tornaram-se cidades irmãs em 1986 devido às origens industriais em comum, às instituições de ensino de ponta e ao interesse mútuo pela transformação econômica. À medida que as cidades cresceram e evoluíram, a parceria continua a ser pioneira em intercâmbios em vários níveis e na cooperação para o desenvolvimento entre o Reino Unido e a China, disse Ali.
O diálogo acontece num momento em que Wuhan continua buscando um desenvolvimento urbano mais verde enquanto transforma sua base industrial tradicional.
Localizada na confluência dos rios Yangtzé e Hanjiang, Wuhan abriga 166 lagos e 165 rios. Historicamente conhecida como um importante centro industrial pela produção de aço e pela fabricação de automóveis, a cidade intensificou, nos últimos anos, seus esforços para melhorar o meio ambiente e promover um desenvolvimento industrial mais ecológico.
Como parte de seus esforços de renovação urbana, Wuhan transformou pequenos lotes de terrenos não utilizados ou subutilizados em “minipraças”, aproximando as áreas verdes dos moradores. Até o fim de maio, a cidade havia construído 788 dessas praças.
A qualidade da água nos trechos dos rios Yangtzé e Hanjiang que passam por Wuhan permaneceu no Grau II, o segundo nível mais alto no sistema chinês de cinco níveis, por seis anos consecutivos.
A cidade também apresentou sua experiência aos participantes internacionais por meio de visitas ao seu sistema de transporte ferroviário suspenso, a uma fábrica de eletrodomésticos inteligentes e a um centro de reprodução e conservação de botos do Rio Yangtzé, oferecendo uma visão mais detalhada de sua infraestrutura, inovação tecnológica e esforços de proteção ecológica.
“Nossas visitas nos proporcionaram diferentes perspectivas sobre como a inovação tecnológica e o desenvolvimento industrial estão remodelando as cidades e suas economias”, disse Jordi Vaquer, secretário-geral da Metropolis. “Também fomos lembrados de que inovação e desenvolvimento devem coexistir com a proteção dos sistemas naturais.”
Vaquer assinalou que as cidades desempenham um papel importante em manter abertos os canais de cooperação internacional, já que os desafios urbanos transcendem as fronteiras nacionais.
“Nenhum de nós pode enfrentá-los sozinho”, disse ele.
Além das experiências de transformação de Wuhan, o diálogo ocorre em um momento em que a China dá maior ênfase ao desenvolvimento urbano sustentável.
Este ano marca o início do 15º Plano Quinquenal da China (2026-2030). O plano propõe uma mudança na abordagem ao desenvolvimento urbano e a construção de cidades mais inovadoras, habitáveis, bonitas, resilientes, culturalmente vibrantes e inteligentes.
(Foto de Ren Yong/Xinhua)
(Foto de Ren Yong/Xinhua)
Fonte: Agência Xinhua — https://portuguese.news.cn/20260921/8566a36bed7c4d7fbc323135aa0de7c5/c.html
Fonte: Brasil 247