Eneva recebeu R$ 1,77 bilhão do Itaú em novo acordo para ampliar participação na Eneva III
Por Luis Mauro Filho — Brasil 247
247 – A Eneva (ENEV3) recebeu um investimento adicional de R$ 1,77 bilhão do Itaú Unibanco por meio de um novo acordo envolvendo sua subsidiária Eneva Participações III S.A. (Eneva III). A operação foi concluída nesta quinta-feira (15), com a emissão de novas ações preferenciais adquiridas pelo banco, que ampliou sua participação no capital da empresa. A transação também estabelece condições para uma eventual recompra dessa participação pela companhia de energia.
O investimento totalizou R$ 1.777.202.990,24, conforme comunicado ao mercado divulgado pela Eneva. O Itaú realizou o aporte mediante subscrição e integralização de ações preferenciais escriturais, sem valor nominal e com direito de voto restrito, emitidas pela Eneva III.
A operação aumentou a participação do Itaú no capital social total da subsidiária. O banco permaneceu titular de todas as ações preferenciais da Eneva III, enquanto a Eneva conservou a totalidade das ações ordinárias, preservando sua posição de controle na empresa.
O comunicado não informa os percentuais atualizados de participação de cada acionista após a conclusão do novo investimento.
Eneva poderá recomprar participação do Itaú entre 2031 e 2032
O acordo também prevê a possibilidade de a Eneva adquirir integralmente as ações preferenciais da subsidiária atualmente detidas pelo Itaú.
Pelas condições estabelecidas, a companhia poderá exercer a opção de compra, a seu exclusivo critério, entre 1º de janeiro de 2031 e 31 de dezembro de 2032. O contrato admite ainda o exercício antecipado desse direito em determinadas circunstâncias, respeitados os termos negociados entre as partes.
A opção não representa uma obrigação automática de recompra. A decisão dependerá da Eneva e do atendimento às condições previstas no instrumento contratual.
Para formalizar as mudanças, a companhia e o banco assinaram um aditamento ao acordo de acionistas da Eneva III, incorporando à estrutura societária os efeitos do investimento adicional.
Cade aprovou operação sem restrições
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a transação sem impor restrições. A aprovação ocorreu no âmbito do Ato de Concentração nº 08700.007712/2026-11.
A decisão consta do despacho nº 1131/2026, publicado no Diário Oficial da União de 28 de agosto de 2026. Segundo a Eneva, o processo de aprovação foi concluído definitivamente, permitindo a realização do investimento anunciado nesta quinta-feira.
Histórico da parceria entre Eneva e Itaú
A relação societária entre a Eneva e o Itaú na subsidiária começou em junho de 2023, quando as empresas celebraram um acordo de investimento de R$ 1 bilhão.
Na ocasião, o banco adquiriu ações preferenciais equivalentes a 15,02% do capital social da Eneva III, enquanto a companhia de energia manteve as ações ordinárias, correspondentes aos 84,98% restantes.
A estrutura envolvia ativos de geração de energia do Complexo Parnaíba, no Maranhão. A subsidiária concentrava participações nas empresas Parnaíba Geração e Comercialização de Energia e Parnaíba II Geração de Energia, responsáveis pelas seis usinas termelétricas que integravam o complexo na época.
O investimento anunciado em outubro de 2026 amplia a participação financeira do Itaú na subsidiária, sem transferir ao banco a titularidade das ações ordinárias.
O novo acordo foi comunicado ao mercado pelo diretor financeiro e de Relações com Investidores da Eneva, Marcelo Habibe.
Fonte: Brasil 247