Em último debate, Marina diz que segurança pública não está resolvida em SP e defende legado de Lula
Por Otávio Rosso — Brasil 247
247 – No último debate entre os candidatos ao Senado em São Paulo, promovido pela EPTV nesta quarta-feira , Marina Silva (REDE-SP) criticou a versão de que o problema da segurança pública de São Paulo está resolvido. A narrativa tem sido explorada durante a campanha por Guilherme Derrite (PP-SP) e André do Prado (PL-SP), que faltaram ao evento.
“Cerca de 20% dos furtos e roubos de celulares no Brasil acontecem na cidade de São Paulo”, afirmou. “O estupro aumentou 7% aqui em São Paulo no primeiro semestre. O feminicídio cresceu cerca de 10%”, complementou. “Nosso adversário, que faltou a esse debate em desrespeito à população do interior, diz que está tudo resolvido. Para as mães que perderam suas filhas, não está resolvido.”
A candidata também afirmou que, como senadora, ajudará o presidente Lula a “manter o legado que ele vem construindo no Brasil”.
“Foi no governo dele que as pessoas que ganham até cinco salários mínimos não tiveram mais que pagar Imposto de Renda. Foi também com ele que conseguimos tirar de novo o Brasil do mapa da fome, fazer o Pé de Meia para que nossos jovens possam permanecer no ensino médio e sonhar com uma vida melhor, inclusive com uma faculdade. Foi no governo do presidente Lula que fizemos a articulação no Congresso Nacional, por meio da qual, na Câmara dos Deputados, pude votar pelo fim da jornada 6×1, para que trabalhadores e trabalhadoras possam ter dois dias de descanso”, frisou.
Em embate com Soninha Francine (Cidadania-SP), Marina Silva destacou a efetividade do Bolsa Família, que ajudou a “tirar o Brasil do Mapa da Fome” e “assegura uma renda de dignidade para as pessoas”. “Defendemos que o Bolsa Família seja uma porta de entrada, uma ponte para novas oportunidades. Com o Bolsa Família, as pessoas podem ter um trabalho melhor e, quando conseguem esse trabalho, saem [do programa]. É isso que chamamos de inclusão produtiva”, frisou. “Tanto é que aqui no estado de São Paulo, mais de 700 mil famílias saíram do Bolsa Família após conseguirem um trabalho.”
“Muitas mulheres, que às vezes eram obrigadas a ter um trabalho indigno, agora podem escolher. E muitas mulheres, quando recebem o benefício, conseguem se libertar”, completou.
Marina ressaltou, ainda, que o governo Lula voltou a reajustar o Bolsa Família para corrigir a inflação. “Mas há um deputado chamado Zé Trovão, ligado ao grupo dos candidatos que não estão aqui, talvez justamente em função desses problemas que não sabem como explicar, que entrou na justiça para derrubar o reajuste”, questionou.
Fonte: Brasil 247