Em despedida, chefe da ONU denuncia ‘coerção’ de potências e fratura do mundo

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Por Jamil ChadeICL Notícias

Cruzando fronteiras com refugiados, testemunhando crimes contra a humanidade, viajando com papas ou cobrindo cúpulas diplomáticas, Jamil Chade percorreu mais de 70 países. Com seu escritório na sede da ONU em Genebra, ele foi eleito o segundo jornalista mais admirado do Brasil em 2025. Chade foi indicado 4 vezes como finalista do prêmio Jabuti. Ele é embaixador do Instituto Adus, membro do conselho do Instituto Vladimir Herzog e foi um dos pesquisadores da Comissão Nacional da Verdade.

“As linhas de fratura do nosso mundo estão se alargando”. Foi assim que o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, iniciou seu discurso na Assembleia Geral em Nova York, nesta terça-feira (22).

Em seu discurso de despedida e sem citar líderes, ele não poupou críticas contra superpotências que, ao longo dos anos, passaram a minar o direito internacional e as instituições.

O português encerra sua década no comando das Nações Unidas. Mas deixa uma organização em frangalhos e imobilizada por uma decisão política de alguns de seus maiores atores. Apenas Donald Trump acumula uma dívida de US$ 4,2 bilhões com a ONU forçando a instituição a ter de demitir apenas em 2026 cerca de um quinto de seus funcionários.

Guterres apresentou uma lista dos desastres na humanidade e a explosão das guerras, enquanto a disputa pelo poder é explícita. “Não são crises isoladas”, afirmou Guterres. “São capítulos da mesma história. A história do poder. Quem o detém? A quem ele é negado?”

O chefe da ONU fez um alerta às potências. Segundo ele, o poder militar, isoladamente, não pode garantir a paz, assim como tampouco o poder tecnológico ou econômico.

“Devemos agir para garantir que o poder seja regido pela lei”, disse Guterres. “A força não pode ser o árbitro final sobre cujas vidas e cujo futuro importam”, alertou.

O secretário-geral da ONU afirmou que a paz no século 21 é mais do que a ausência de conflito. “É a presença da contenção”, disse ele.

Para ele, instituições continuam refletindo uma era que já passou e o desafio é construir uma nova realidade. Segundo ele, o Conselho de Segurança precisa ser reformado e uma das maiores incoerências é o de não contar com um país africano.

Ex-presidente da Câmara de Vereadores paulistana, amigo de Tarcísio de Freitas, a quem o governador chamava de “lindão”, está preso e tem elo com a máfia dos ônibus

Fonte: ICL Notícias

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