Elias Jabbour explica por que Lula venceu o debate na Band
Por Redação Brasil 247 — Brasil 247
247 – O economista e deputado federal eleito pelo PCdoB do Rio de Janeiro, Elias Jabbour, avaliou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu o debate presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Rede Bandeirantes no domingo (18). Em publicação nas redes sociais, intitulada “Lula venceu o robô”, Jabbour argumentou que o senador foi preparado para tumultuar o confronto, enquanto Lula precisou lidar com um formato que privilegiou provocações e ataques pessoais em detrimento da discussão de propostas para o país.
“Enfrentar um provocador da estirpe de Flavio Bolsonaro é difícil para um homem acostumado a debater grandes temas mundiais com figuras como Xi Jinping, Putin, Trump e outros. Apesar das cenas que marcaram o ponto mais baixo do jornalismo eleitoral em décadas, Lula venceu”, escreveu Jabbour.
Na avaliação do parlamentar eleito, a diferença entre os dois candidatos ficou evidente ao longo do debate. Enquanto Lula possui experiência em negociações internacionais e discussões sobre os grandes desafios políticos e econômicos do mundo, Flávio teria adotado uma estratégia centrada em provocações e respostas previamente ensaiadas.
“Flávio foi treinado como um robô”
Jabbour afirmou que a preparação do candidato do PL procurou construir uma imagem de concentração e firmeza, mas que essa estratégia perdeu eficácia à medida que o confronto avançou.
“Flávio foi treinado como um robô para este debate. Pode parecer um homem focado, mas o personagem se sobrepôs e se desmanchou ao final sob a imagem de um homem que estava lá para tumultuar, mentir e provocar”, declarou.
Para o economista, o comportamento do senador revelou as limitações de uma estratégia baseada em ataques pessoais e na tentativa de desestabilizar o adversário.
A crítica também se estendeu ao formato do debate, que, segundo Jabbour, proporcionou cenas incompatíveis com a importância de uma eleição presidencial.
Lula venceu o robô
Enfrentar um provocador da estirpe de Flavio Bolsonaro é difícil para um homem acostumado a debater grandes temas mundiais com figuras como Xi Jinping, Putin, Trump e outros. Apesar das cenas que marcaram o ponto mais baixo do jornalismo eleitoral em décadas,…
— Elias Jabbour (@eliasjabbour) October 19, 2026
Mudança no formato expôs estratégia de Flávio, avalia Jabbour
Outro ponto destacado pelo deputado eleito foi a mudança na dinâmica do confronto quando passaram a prevalecer perguntas e respostas com tempo cronometrado.
Segundo ele, a organização mais rígida das intervenções permitiu que as diferenças entre os candidatos ficassem mais evidentes.
“O início complicado pela conduta de lunpem de Flávio Bolsonaro foi contornado quando o tempo passou a ser cronometrado. Peguntas e respostas. O robô foi aparecendo”, escreveu, em referência à conduta que atribuiu ao senador.
Jabbour também criticou as figuras políticas que acompanharam Flávio Bolsonaro após o debate, citando Pablo Marçal, Lucas Pavanato e Nikolas Ferreira.
“O retrato de um homem que está concedendo entrevista pós-debate ladeado por Marçal, Pavanato, Nicolas etc. Um homem sem estatura”, afirmou.
Na interpretação do economista, a composição do grupo que cercava Flávio simbolizou o perfil político de sua candidatura e reforçou sua avaliação sobre o comportamento do senador.
“A batalha até o dia 25 será dura”
Ao concluir sua análise, Jabbour reconheceu a intensidade da disputa presidencial e afirmou que a campanha de Lula saiu fortalecida do confronto, em sua avaliação.
“A batalha até o dia 25 será dura. Mas saímos bem deste embate. O Brasil não merece ser governado por uma figura marcada pela total descompostura”, escreveu.
O deputado eleito encerrou a publicação com uma manifestação de confiança no resultado do segundo turno: “Venceremos”.
A avaliação de Elias Jabbour integra as diferentes interpretações políticas sobre o primeiro debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, realizado a uma semana da votação marcada para 25 de outubro. O confronto foi marcado por acusações mútuas, questionamentos sobre corrupção, segurança pública e direitos trabalhistas, além de discussões sobre os rumos econômicos e internacionais do Brasil.
Fonte: Brasil 247