Eleições 2026: brasileiros enfrentam filas para votar na Europa
Por Laís Gouveia — Brasil 247
247 – Brasileiros que vivem na Europa começaram a votar neste domingo (4) nas eleições presidenciais de 2026, com registro de filas em diferentes cidades do continente. Em Londres, no Reino Unido, a movimentação é intensa no West London College, um dos locais preparados para receber os eleitores.
Mais de 37 mil brasileiros estão aptos a votar no Reino Unido, dos quais mais de 20 mil participam pela primeira vez de uma eleição brasileira no país.
De acordo com a CNN, em Londres são “grandes, mas bem organizadas”.
Para atender à demanda, um colégio inteiro foi reservado para a votação, com três salões destinados à instalação das urnas eletrônicas. Além de Londres, os brasileiros residentes no Reino Unido contam com outro ponto de votação em Edimburgo, na Escócia.
A concentração dos locais de votação impõe dificuldades para eleitores que moram longe das duas cidades. Brasileiros residentes em regiões como Manchester e Liverpool, por exemplo, precisam percorrer distâncias maiores para participar do pleito, situação que ajuda a explicar os índices elevados de abstenção tradicionalmente observados entre o eleitorado no exterior.
Ao todo, 918.876 brasileiros estão aptos a votar fora do país nas eleições de 2026. No exterior, o eleitor participa apenas da disputa para a Presidência da República.
Os Estados Unidos concentram o maior número de eleitores brasileiros fora do território nacional, com mais de 365 mil pessoas habilitadas. Portugal aparece na sequência, com mais de 134 mil eleitores, sendo cerca de 78 mil somente em Lisboa.
Na capital portuguesa, a estrutura destinada ao pleito inclui três prédios da Universidade de Lisboa, entre eles a reitoria, preparados para receber o fluxo de brasileiros ao longo deste domingo.
A votação também ocorre em países afetados por conflitos. Segundo Américo Martins, 65 brasileiros estão aptos a votar na Ucrânia, dez no Iraque e 45 no Irã.
“Nós temos locais de votação, como aqui, com muita gente, num país democrático, muito organizado, mas também nos países em conflito”, afirmou o analista da CNN.
Por causa das diferenças de fuso horário, o calendário eleitoral brasileiro começa e termina em momentos distintos ao redor do mundo. Na Nova Zelândia, por exemplo, a votação deste domingo já havia sido encerrada enquanto eleitores europeus ainda se dirigiam às urnas.
Fonte: Brasil 247