“Eleição definirá se direitos conquistados há décadas serão mantidos”, afirma candidata Benedita da Silva

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Por Hora do Povo — Hora do Povo

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“Estamos falando de direitos concretos que conquistamos e que correm o risco de ser cassados.” A afirmação é de Benedita da Silva (PT-RJ), candidata ao Senado, em entrevista ao ICL Notícias. Aos 84 anos, a deputada federal colocou a defesa das conquistas sociais e trabalhistas no centro de sua candidatura e afirmou que a composição do Senado nos próximos oito anos terá impacto sobre direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores, política de cotas, direitos das mulheres, proteção dos povos originários, SUS, vacinas, universidades públicas e instituições democráticas.

Benedita afirmou que decidiu disputar novamente uma cadeira no Senado a partir da experiência acumulada em mais de quatro décadas de vida pública. Ela participou da Assembleia Constituinte de 1988 e, décadas depois, foi relatora da PEC das Domésticas, aprovada em 2013, que ampliou os direitos trabalhistas da categoria.

A própria trajetória profissional é parte do argumento apresentado pela deputada. Antes da carreira política, Benedita foi empregada doméstica e assistente social. Aos 42 anos, foi eleita vereadora. Depois, tornou-se deputada constituinte, deputada federal, senadora, governadora do Rio de Janeiro e ministra de Estado.

“Eu não sou candidata apesar dos meus 84 anos. Sou candidata por tudo o que esses 84 anos me ensinaram”, afirmou.

Ao falar sobre a eleição, afirmou que o eleitor não estará escolhendo apenas dois nomes para ocupar as cadeiras destinadas ao Rio de Janeiro, mas definindo também a composição política de uma Casa que terá influência sobre decisões nacionais durante os próximos oito anos.

Ela destacou que o Senado revisa projetos aprovados pela Câmara, possui atribuições exclusivas em determinadas áreas da política externa, participa da aprovação ou rejeição de indicações para cargos de autoridades e pode julgar ministros do Supremo Tribunal Federal em processos de impeachment. Nesse sentido, ressaltou, uma composição mais conservadora pode colocar em risco direitos que foram conquistados ao longo de décadas.

Ela também afirmou que sua candidatura está relacionada à necessidade de enfrentar o avanço da extrema direita no Brasil e no mundo. “O crime não tomou apenas as ruas e boa parte das comunidades do Rio de Janeiro. Ele também tomou espaços do aparelho do Estado”, afirmou, destacando que ser essencial a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República e de Eduardo Paes ao governo do Rio de Janeiro.

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Fonte: Hora do Povo

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