El Niño forte: ES terá mais calor e menos chuva na primavera
A Gazeta

Katia Zanetti Zanotelli
A primavera de 2026 chega oficialmente às 21h05 da próxima segunda-feira (22) e deve trazer um cenário de chuva irregular e temperaturas acima da média para o Espírito Santo. Enquanto parte da Região Sudeste se prepara para volumes de chuva acima do normal, a previsão para o território capixaba aponta para um período de déficit de precipitação de até 50 milímetros abaixo da média na maior parte do Estado.
Além da redução nas chuvas, os termômetros no Espírito Santo e na Região Sudeste devem registrar temperaturas acima da média histórica, segundo relatório conjunto do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Calor e menos chuva geram impactos na agropecuária
A combinação de menor volume de chuva e temperaturas elevadas traz consequências para o meio rural no Espírito Santo. Com menos chuva e mais calor, a água evapora mais rapidamente, aumentando a necessidade de água para as lavouras e a criação de animais durante o período.
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El Niño “muito forte” influencia o clima
O fenômeno El Niño impacta o comportamento do clima nesta estação. As águas superficiais do Oceano Pacífico vêm apresentando aquecimento e anomalias de temperatura desde março de 2026, consolidando o padrão do fenômeno.
Projeções divulgadas pelo NOAA/CPC, órgão meteorológico norte-americano, apontam 98% de probabilidade de ocorrência de um El Niño de intensidade muito forte no trimestre outubro-novembro-dezembro de 2026, atingindo valores iguais ou superiores a 2°C acima da média.
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Sudeste terá contraste entre chuva e seca
O comportamento meteorológico no Sudeste apresentará um forte contraste regional ao longo da primavera:
- Espírito Santo: prevalência de chuvas irregulares e déficit pluviométrico de até 50 mm.
- São Paulo, Rio de Janeiro e Centro-Sul de Minas Gerais: previsão de excesso de chuvas, com acumulados que podem superar a média histórica em até 100 mm.
- Temperaturas no Sudeste: termômetros acima da média em toda a região, com os maiores desvios atingindo até 1 °C.
- Sistemas atmosféricos: a estação marca a possibilidade dos primeiros episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que costumam provocar chuvas no Sudeste, Centro-Oeste, Acre e Rondônia.
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Fonte: A Gazeta