Efeito Lula: Brasil cria 165,8 mil empregos formais em agosto e acumula 1,14 milhão de novos postos de trabalho
Por Paulo Emilio — Brasil 247
247 – O mercado de trabalho brasileiro registrou saldo positivo de 165,8 mil empregos com carteira assinada em agosto de 2026, impulsionado principalmente pelo setor de serviços. O resultado representa uma forte aceleração na criação de postos formais na comparação com julho.
Os números foram divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O saldo de agosto resulta de aproximadamente 2,29 milhões de admissões e 2,12 milhões de desligamentos.
O desempenho representa uma recuperação expressiva na comparação com julho. Naquele mês, o mercado formal havia criado 58.568 empregos, segundo os dados oficiais do Novo Caged.
Com o resultado de agosto, o país acumula aproximadamente 1,14 milhão de novas vagas formais nos oito primeiros meses de 2026.
Serviços puxam criação de empregos
Todos os cinco grandes grupos de atividades econômicas terminaram agosto com geração líquida de empregos.
O setor de serviços respondeu, sozinho, pela abertura de 110,3 mil vagas, concentrando cerca de dois terços do saldo positivo registrado no país durante o mês.
A construção civil apareceu na sequência, com 20,8 mil novos empregos. A indústria gerou 16,6 mil postos, enquanto o comércio abriu 16,5 mil vagas.
A agropecuária também encerrou agosto no campo positivo, embora com participação bem menor no resultado geral, ao registrar saldo de 1.452 empregos.
A composição representa uma mudança importante em relação ao mês anterior. Em julho, quatro dos cinco grandes setores haviam apresentado saldo positivo, enquanto o comércio havia eliminado 2.056 postos. Na ocasião, serviços também lideraram a geração de empregos, mas com saldo de apenas 24.098 vagas.
24 estados têm saldo positivo
A expansão do emprego formal também se espalhou pela maior parte do território nacional. Das 27 unidades da Federação, 24 encerraram agosto com mais admissões do que desligamentos.
Em números absolutos, São Paulo liderou a abertura de vagas, com saldo de 42,5 mil empregos formais. O Rio de Janeiro ficou na segunda posição, com 20,8 mil postos, enquanto Pernambuco registrou a criação de 13,4 mil empregos.
Quando considerada a variação proporcional do estoque de trabalhadores, a Paraíba apresentou o maior crescimento, de 1,59%. O Amapá veio em seguida, com avanço de 1,38%, e o Rio Grande do Norte registrou alta de 0,92%.
Resultado interrompe perda de ritmo observada em julho
A geração de 165,8 mil empregos em agosto marca uma reação do mercado formal depois da forte desaceleração registrada em julho.
Naquele mês, o país havia criado 58.568 vagas, resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos. O estoque de vínculos formais havia chegado a 48.082.866 empregos, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.
O avanço de agosto, portanto, corresponde a um acréscimo de mais de 107 mil vagas em relação ao saldo de julho e reforça a recuperação da geração de empregos formais no país, com destaque para o desempenho dos serviços e a disseminação dos saldos positivos pela maior parte dos estados.
Fonte: Brasil 247