É preciso combater as ameaças da extrema direita à UFPE. Que toda a comunidade acadêmica e a população tenha acesso a todas as informações sobre o incêndio

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Por Faísca Revolucionária UFPE — Esquerda Diário

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Frente aos casos de incêndios na UFPE, a precarização da universidade e as recentes ameaças contra o movimento estudantil na UFPE pela extrema direita, não podemos deixar de nos mobilizar para impor uma investigação independente para sabermos as causas e culpados do incêndio e seguir batalhando nas ruas contra a extrema direita e Flávio Bolsonaro, capacho de Trump!

Ontem à noite vimos cenas tristes e lamentáveis do prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine) se acabando em chamas, atingindo pesquisas na área da farmácia, informática e genética. Vimos se perder pesquisas de mais de 20 anos, laboratórios inteiros, materiais e equipamentos científicos, pesquisas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Danos irreparáveis que foram avaliados em 100 milhões de reais pela reitoria. Nos solidarizamos com cada estudante, pesquisador, docente, trabalhador terceirizado e técnico que dedicou anos de pesquisa e trabalho nesses laboratórios.

Nesse sentido, é importante que cada estudante e trabalhador que se sensibilizou com o incêndio junto aos diretórios acadêmicos, o Diretório Central dos Estudantes, grupos de pesquisas e entidades da universidade e sindicatos possam ter acesso aos laudos, imagens e perícia e todos os materiais necessários para que a comunidade universitária e a população saiba o que de fato aconteceu. Tudo isso é importante para que estudantes, pesquisadores, professores, técnicos e docentes possam chegar no que de fato ocasionou o incêndio e tomar medidas de conjunto com a comunidade universitária para que casos como esse não aconteçam mais, responsabilizando os culpados.

Nos últimos dias vimos também inúmeras ameaças da extrema direita, dizendo que vão jogar bombas na UFPE como resposta à assembleia e mobilização contra Flávio Bolsonaro que reuniu milhares de estudantes que não vão depositar nenhum voto para extrema direita e também rechaçam sua política capacha ao imperialismo norte-americano através da figura asquerosa de Trump. Não devemos abaixar nossas cabeças para nenhuma ameaça da extrema direita e devemos seguir nos mobilizando nas ruas exigindo das entidades estudantis que mobilizem ainda mais e mais estudantes para derrotar Flávio e por fim a qualquer tipo de ameaça como as que ocorreram. O movimento estudantil, nas escolas e universidades, está demonstrando sua disposição de lutar contra essa extrema direita em todo país, e é isso o que ameaça esses asquerosos.

Anteriormente, no dia 30 de setembro outro incêndio ocorreu na universidade por conta de um curto circuito no Departamento de Física da UFPE no Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN). Problemas estruturais da universidade, infelizmente, são uma realidade bem comum dos estudantes das federais que convivem com banheiros interditados, elevadores quebrados, falta de energia e água potável nos prédios. Em 2025 foram perdidos documentos históricos após uma inundação que atingiu o Laboratório de Historia e Memoria (LAHM) no Centro de Humanidades. Meses atrás, um estudante cadeirante precisou ser levado por estudantes pelas escadas no mesmo centro porque os elevadores pararam de funcionar.

Esses problemas são resultado da precarização da universidade pública que vem sofrendo um desmonte há anos com cortes com governos de direita como foi no governo Temer e Bolsonaro, mas que foram mantidos pelo governo Lula-Alckmin, com o Arcabouço Fiscal. Essa é a universidade que a extrema direita e Flávio Bolsonaro querem, sem verba, caindo aos pedaços e entregue à iniciativa privada, não à toa o governo Bolsonaro em 2019 colocou os estudantes das universidades como grande inimigos de seu governo e tiveram respostas nas ruas com o Tsunami da Educação que fez barrar os cortes. O incêndio no Museu Nacional do Rio foi um símbolo do seu governo reacionário e uma mostra dos seus planos para a ciência e a educação.

Enquanto a juventude nas universidades realiza atos e assembleias no país inteiro para rechaçar Flávio Bolsonaro, a extrema direita tem tentado intimidar o movimento estudantil em Pernambuco criando grupos contra as mobilizações. Em um desses grupos reacionários estava o racista Thiago Medina (PL) eleito deputado federal que proferiu palavras racistas e misóginas contra a religião de matriz afro-indígena. É a mesma extrema direita que já vinha, antes das eleições, invadindo universidades para intimidar estudantes, como ocorreu na UFRGS, USP, Unicamp e outras, e agora diante das mobilizações estudantis busca aprofundar isso, inclusive pixando símbolos nazistas como ocorreu na UFSM.

Contra essa extrema direita racista e misógina não vamos abaixar nossa cabeça, vamos seguir nas ruas construindo uma mobilização anti-imperialista, batalhando por derrotar Flávio Bolsonaro, Fora Trump da América Latina e nenhum voto na extrema-direita. Reafirmamos que precisamos nos mobilizar e organizar para pôr fim a essas ameaças da extrema-direita e para que possamos impor uma investigação independente onde a reitoria garanta para a comunidade acadêmica todos os insumos e meios necessários para investigarmos e sabermos os culpados e a causa do incêndio do DINE.

Fonte: Esquerda Diário

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