Dólar sobe a R$ 5,14 e Bolsa cai com ajustes a juros e política fiscal
Por Felipe Rabioglio — ICL Notícias
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O dólar encerrou a semana com leve alta, cotado a R$ 5,14, após oscilar em margens estreitas ao longo do pregão. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa registrou sessão com viés negativo, refletindo a cautela dos investidores diante das repercussões fiscais geradas por recentes anúncios de expansão de gastos sociais e dos ajustes de portfólio às novas decisões de juros no Brasil e no exterior.
A última sessão da semana foi fortemente influenciada pela digestão das medidas monetárias da chamada superquarta-feira, complementada por atuações pontuais do Banco Central no mercado de câmbio por meio de leilões de linha para gerenciar a liquidez de curto prazo. No ambiente interno, o anúncio de reajuste nos valores do programa Bolsa Família continuou gerando debates sobre o equilíbrio das contas públicas, enquanto no exterior as praças financeiras operaram sem direção única, pressionadas pelo avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e por ajustes de juros na Ásia.
Cenário macroeconômico e juros
Os analistas mantiveram o foco na divergência de rotas entre os bancos centrais. Enquanto o Federal Reserve deu continuidade ao seu ciclo de aperto nos Estados Unidos, o Banco Central brasileiro reduziu a taxa Selic, deixando em aberto a possibilidade de novos cortes dependendo da evolução da atividade econômica e da dinâmica inflacionária.
Destaques corporativos
O noticiário empresarial trouxe movimentações importantes em diferentes setores. O grupo Assaí anunciou a compra de uma rede de postos de combustíveis em São Paulo, e a construtora EZ Tec firmou um contrato de locação bilionário de longo prazo com o Itaú Unibanco envolvendo o complexo Esther Towers. Além disso, companhias como Casas Bahia e IMC divulgaram atualizações sobre emissões de títulos e tratativas estratégicas, enquanto a Petrobras manteve a atenção dos investidores em suas operações internacionais de exploração.
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Fonte: ICL Notícias




