DIU ou Implanon: qual a diferença e qual método é o melhor?
A Gazeta

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DIU e Implanon são a mesma coisa?
Os métodos contraceptivos não são a mesma coisa . Ambos pertencem à mesma categoria de métodos de longa duração, mas são inseridos em locais diferentes e funcionam de maneiras distintas.
O DIU é colocado dentro do útero. Existem dois tipos principais: o DIU de cobre, que não contém hormônios, e o DIU hormonal, que libera levonorgestrel. O Implanon, por sua vez, é um pequeno bastão de plástico colocado sob a pele do braço, geralmente com anestesia local, que libera continuamente o hormônio etonogestrel. “O DIU de cobre atua dentro do útero e não interfere hormonalmente no organismo. O implante é colocado no braço e libera um progestagênio que impede a ovulação. São estratégias diferentes para alcançar o mesmo objetivo: evitar uma gravidez não planejada”, afirma o especialista. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a duração dos DIUs varia conforme o modelo: os de cobre duram de dez a 12 anos, enquanto os hormonais permanecem eficazes entre três e oito anos.
O implante de etonogestrel tem duração de até três anos, aponta o Ministério da Saúde. Após esse período, precisa ser retirado e, caso a pessoa deseje continuar utilizando o método, um novo implante deve ser colocado.
Qual deles altera mais a menstruação?
O ginecologista explica que o padrão de sangramento é um dos principais pontos que precisam ser discutidos antes da escolha. O DIU de cobre pode aumentar o volume e a duração da menstruação, além de intensificar as cólicas, especialmente nos primeiros meses de uso. Já o DIU hormonal tende a reduzir o fluxo menstrual e, em algumas pessoas, leva à ausência de sangramento após algum tempo.
No caso do implante, são comuns alterações no padrão menstrual, como sangramentos irregulares, escapes, períodos mais frequentes ou prolongados e, em algumas pessoas, ausência de menstruação. Essas mudanças geralmente não indicam um problema de saúde, mas precisam ser avaliadas quando persistem ou afetam a qualidade de vida. “Não é correto prometer que a menstruação vai desaparecer ou permanecer exatamente igual. Cada organismo responde de uma forma. O mais importante é explicar previamente quais alterações podem ocorrer para que a pessoa escolha o método já sabendo o que esperar e procure atendimento se o sangramento for intenso, prolongado ou acompanhado de outros sintomas”, orienta o ginecologista.
O implante de etonogestrel não contém estrogênio e é uma alternativa para algumas pessoas que não podem utilizar métodos combinados com esse hormônio. Isso não significo que ele é indicado automaticamente para todos os casos
Fábio Hideo Ginecologista
O especialista reforça que a avaliação precisa considerar o histórico de saúde, o uso de medicamentos, a presença de sangramentos sem causa esclarecida, a possibilidade de gravidez e outras condições clínicas. A decisão deve ser tomada com um profissional habilitado, a partir dos critérios médicos de elegibilidade para contracepção.
Para o médico, não existe um método universalmente melhor. O DIU de cobre é uma alternativa para quem deseja evitar hormônios e busca uma contracepção de longa duração. Por outro lado, não costuma ser a opção mais confortável para pessoas que já apresentam fluxo menstrual intenso ou cólicas.
O DIU hormonal pode ser considerado quando, além da contracepção, existe interesse em reduzir o fluxo menstrual. Já o implante é uma opção para quem prefere não utilizar um dispositivo dentro do útero ou precisa evitar métodos que contenham estrogênio. Em contrapartida, as alterações imprevisíveis no sangramento podem ser uma desvantagem.
“Não se trata de escolher entre um método bom e outro ruim. Trata-se de entender as diferenças e identificar qual deles se adapta melhor à saúde, à rotina e aos planos reprodutivos da pessoa. A decisão compartilhada é parte fundamental da segurança contraceptiva”, conclui o especialista.
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Fonte: A Gazeta