Direita se une em torno de Flávio e vantagem de Lula desaparece em pesquisa

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Por Ricardo MezavilaBrasil 247

A pesquisa Quaest/O Globo, divulgada em 14 de setembro de 2026, traz dados que acendem a luz vermelha na campanha do presidente Lula. Os números mostram que a direita fragmentada está se unindo em peso ao redor de Flávio Bolsonaro no segundo turno — e a vantagem de Lula está desaparecendo.

Em um confronto direto Lula x Flávio no segundo turno, é assim que os eleitores dos outros candidatos se posicionam: Romeu Zema, 59% Flávio x 4% Lula; Renan Santos, 50% Flávio x 18% Lula; Augusto Cury, 46% Flávio x 25% Lula; e Ronaldo Caiado, 36% Flávio x 20% Lula.

Lula lidera o primeiro turno com 36%, contra 31% de Flávio. Mas, quando os outros candidatos saem de cena, seus eleitores migram em massa para Flávio, não para Lula. Em todos os casos, o candidato do PL recebe pelo menos o dobro de votos — chegando a quase 15 vezes mais no caso de Zema. Enquanto isso, Lula não tem transferência significativa de nenhum outro candidato — não há centro-esquerda para somar.

A consequência é clara: no segundo turno, Flávio passou à frente pela primeira vez: 42% a 40%. Trata-se de um empate técnico dentro da margem de erro. A transferência de votos da direita é o que está fechando a diferença.

Brancos e indecisos somam 18% no segundo turno. Mas o dado mais preocupante é que, mesmo entre os eleitores de Cury — o candidato que muitos apostavam que poderia apoiar Lula —, o voto vai para Flávio por quase 2 para 1. Cury já declarou publicamente que não apoiará Lula, condicionando um eventual apoio a Flávio. Se isso se confirmar, a conta fecha ainda mais contra o petista.

A análise política é unânime: Lula disputa praticamente sozinho no campo da centro-esquerda. Já Flávio recebe o fluxo de votos de Zema, Renan, Marçal, Cury e Caiado — todos convergindo para o mesmo lado. A direita fragmentada do primeiro turno se recompõe unida no segundo.

Os dados do O Globo/Quaest mostram algo que a campanha de Lula ainda parece não ter assimilado: a direita não está dividida para o segundo turno. Ela está apenas distribuída em várias candidaturas no primeiro turno, e convergirão para Flávio em massa depois.

A conta é simples: cada ponto percentual que a direita fragmentada tem hoje é um voto que engrossa a candidatura de Flávio em outubro. Hoje é empate técnico — amanhã, com apoios declarados e a soma consolidada, pode ser vantagem eleitoral. O sinal de alerta está aceso e piscando em vermelho. A campanha de Lula precisa reagir — e rápido.

Fonte: Brasil 247

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