Dieta e treino aos 83 anos: o que Mick Jagger ensina sobre saúde
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Publicado em 11 de Setembro de 2026 às 17:38
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Aos 83 anos, Mick Jagger continua subindo aos palcos e mantendo uma rotina de exercícios que inclui academia, dança e corrida. O vocalista dos Rolling Stones já revelou que treina cinco ou seis vezes por semana, alternando diferentes atividades para desenvolver resistência e sustentar o ritmo das apresentações.
A corrida ocupa espaço importante na preparação do músico. Jagger chega a percorrer cerca de 12 quilômetros e, quando o clima ou a agenda impedem a atividade, encontra outras maneiras de manter o corpo em movimento.
A alimentação também faz parte dessa rotina, com frutas, verduras, legumes, grãos integrais e fontes de proteína como peixe e frango. Entre as principais fontes de proteína estão frango e peixe. Já alimentos processados e carne vermelha ficam fora da rotina alimentar habitual do artista. O abacate também está entre os alimentos consumidos pelo cantor.
A rotina do cantor chama atenção, mas também coloca em evidência uma questão cada vez mais presente nas discussões sobre saúde. E como chegar à terceira idade com disposição e qualidade de vida?
Publicações da Harvard Health Publishing apontam que a longevidade está relacionada a um conjunto de comportamentos cotidianos. Movimento, alimentação adequada, sono, controle do estresse e conexão social aparecem entre os principais pilares associados ao envelhecimento saudável. A recomendação não está necessariamente em adotar uma rotina de atleta, mas em construir hábitos que possam ser mantidos por muitos anos.
Para a médica de família Jetele Piana, da Bluzz Saúde, esse olhar é importante porque envelhecer com saúde começa muito antes dos 60 ou 70 anos. ” Quando falamos em longevidade, não estamos falando só em viver mais. É chegar às diferentes fases da vida mantendo funcionalidade e qualidade. E isso é construído diariamente, por meio de escolhas possíveis e consistentes, não de mudanças radicais que dificilmente conseguimos sustentar”
A atividade física é um dos pontos de destaque. De acordo com a Harvard Health, movimentar o corpo regularmente está associado a benefícios que alcançam diferentes sistemas, incluindo saúde cardiovascular, metabolismo, cérebro e ossos. A orientação atual também valoriza a combinação de atividades aeróbicas, exercícios de força e movimento no dia a dia.
Isso significa que a busca por uma vida mais ativa não precisa começar com treinos de alta intensidade. Caminhar, subir escadas, cuidar do jardim, pedalar, dançar ou realizar exercícios de fortalecimento também podem fazer parte de uma rotina de movimento.
“A atividade física precisa fazer sentido para a pessoa e estar inserida na rotina. Não adianta escolher uma modalidade extremamente difícil de manter. Para algumas pessoas será caminhada, dança, musculação, natação ou bicicleta. O mais importante é reduzir o sedentarismo e encontrar uma forma de movimento que seja prazerosa e sustentável”, diz a profissional.
A alimentação também ocupa papel central. A orientação de Harvard é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, variedade de frutas e vegetais, fibras e fontes adequadas de proteína, reduzindo o consumo de alimentos ultraprocessados. Com o avanço da idade, a atenção à ingestão de proteínas ganha ainda mais importância por sua relação com a manutenção da massa muscular.
Outro ponto que muitas vezes fica em segundo plano é o sono. Dormir bem participa de processos importantes para o organismo, como memória, regulação hormonal, recuperação física e equilíbrio metabólico. A recomendação para adultos costuma ficar em torno de sete a nove horas por noite, embora as necessidades individuais possam variar.
A longevidade também passa por aspectos que não aparecem necessariamente em uma academia ou no prato. Socializar, cultivar vínculos, manter atividades que proporcionem prazer e ter uma perspectiva positiva sobre a vida estão entre os fatores associados ao envelhecimento saudável. A própria Harvard destaca a conexão social como um dos pilares da longevidade, relacionando bons vínculos a benefícios para a saúde física e mental.
” Cuidar da saúde não significa olhar apenas para exames e doenças. Relações sociais, sono, saúde emocional, alimentação e atividade física fazem parte desse cuidado. Pequenas mudanças contínuas as vezes têm um impacto muito maior do que uma grande mudança que dura apenas algumas semanas”.
Há ainda recomendações básicas que continuam atuais: não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool, manter uma boa hidratação e realizar acompanhamento médico periódico. A ideia é identificar fatores de risco precocemente e acompanhar as mudanças que acontecem naturalmente com o passar dos anos.
Nesse sentido, o exemplo de Mick Jagger pode ser inspirador, mas não precisa ser reproduzido literalmente. Poucas pessoas precisam correr quilômetros ou treinar seis dias por semana para cuidar da saúde. O ponto principal é entender que longevidade é resultado de um conjunto de escolhas e que cada pessoa precisa encontrar uma rotina compatível com sua idade, suas condições de saúde e sua realidade.
” O mais importante é manter-se ativo, alimentar-se bem, dormir adequadamente, cuidar da saúde emocional e preservar os vínculos sociais. São atitudes simples, mas que, quando incorporadas ao longo da vida, podem contribuir para um envelhecimento mais saudável”.
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