Diagnóstico de doença hepática rara pode demorar uma década
A colangite biliar primária (CBP), uma doença hepática autoimune que afeta principalmente mulheres acima dos 40 anos, pode levar até dez anos para ser diagnosticada. Valéria de Carvalho, uma paciente que lida com a condição, relata que, embora responda bem ao tratamento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), muitos não têm a mesma sorte e enfrentam efeitos colaterais significativos. Em um videocast promovido pelo Estúdio JOTA, a gastroenterologista Patrícia Holanda Almeida destaca que a dificuldade em diagnosticar a CBP se deve ao fato de que seus sintomas, como cansaço e coceira intensa, são frequentemente confundidos com outras condições. Essa longa espera pelo diagnóstico pode impactar drasticamente o tratamento e a qualidade de vida dos pacientes.
Fonte: JOTA