Derrota de Simões ajudará Lula a virar o jogo contra Flávio Bolsonaro em Minas, diz Rogério Correia
Por Leonardo Miazzo — Carta Capital
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O fracasso do governador esvazia o controle sobre as prefeituras, afirma o deputado. Segundo ele, Cleitinho não conseguirá exercer pressão sobre os municípios
A derrota do governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), em sua tentativa de reeleição ajudará o presidente Lula (PT) a reverter a desvantagem para Flávio Bolsonaro (PL) no estado, afirmou a CartaCapital o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara. O candidato do PL foi o mais votado no primeiro turno em Minas com 48,24%, ante 43,32% do petista.
Segundo Correia, o fracasso de Simões — com a vitória de Cleitinho (Republicanos) no primeiro turno — esvazia o controle do governo estadual sobre as prefeituras. O deputado menciona a eleição presidencial de 2022 como exemplo do contrário: Lula obteve 48,29%, contra 43,6% de Jair Bolsonaro (PL) no primeiro turno entre os mineiros, mas o ex-capitão reduziu a distância no segundo turno para 50,2% a 49,8%.
“Houve uma diminuição da diferença por causa da atuação do governador Zema, que havia ganhado a eleição e fez um trabalho muito forte junto aos prefeitos”, disse Correia ao programa Direto da Redação, transmitido pelo canal de CartaCapital no YouTube. “Agora, o governador perdeu e Cleitinho não tem controle nessas prefeituras daquela forma, então é muito difícil que ele consiga fazer essa pressão nos prefeitos.”
O deputado petista avalia que o eleitor estará “mais livre” no segundo turno. Diante disso, defendeu como estratégia enfatizar as diferenças entre Lula e Flávio, após um primeiro turno marcado pelo que considera cortinas de fumaça. Há três eixos principais a despertarem a atenção do eleitor, de acordo com ele: a manutenção ou a retirada de direitos, a soberania e o funcionamento do sistema político — a própria democracia.
“Ele (Flávio) diz que não vai ter reeleição, mas já trabalha para ampliar o seu mandato. Então, teremos um governo que aplicará um golpe e não terá responsabilidade nenhuma com o povo a não ser aplicar as medidas de retirada de direitos, acenando para um governo autoritário”, advertiu.
Diante desse cenário, Correia ressaltou a importância de intensificar a agenda de mobilização nas ruas e elogiou o papel dos eleitores jovens desde o resultado do primeiro turno. “A sociedade começa a se mobilizar para fazer a virada, e em Minas não tem sido diferente.”
Assista ao programa Direto da Redação:
Leonardo Miazzo
Editor de CartaCapital
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Fonte: Carta Capital