Decisão firme do STF sobre Moraes pode reduzir margem para interferência dos EUA, avalia governo

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Por Otávio RossoBrasil 247

247 – Uma resposta contundente do Supremo Tribunal Federal à crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes é vista pelo governo Lula como um caminho para conter a escalada política interna e reduzir a margem para novas pressões dos Estados Unidos contra integrantes da Corte.

Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, o Palácio do Planalto espera que o STF adote uma postura firme nesta terça-feira (15), ainda que não haja uma decisão final imediata. A avaliação ocorre em meio à possibilidade de o governo Donald Trump impor novas sanções a ministros do Supremo com base na Lei Magnitsky.

Reservadamente, integrantes do governo admitem que a abertura de uma investigação contra Moraes seria a resposta mais forte a ser dada pela Corte. Na leitura desses governistas, uma medida desse tipo permitiria ao Supremo demonstrar que está disposto a “cortar na própria carne”, expressão usada para indicar uma reação institucional interna diante da crise.

Apesar disso, aliados de Lula evitam defender publicamente o afastamento de Moraes. A preocupação central no governo é evitar que a crise seja usada por Washington como justificativa para ampliar a ofensiva contra autoridades brasileiras, no momento em que os dois países também discutem temas comerciais, incluindo tarifas.

A avaliação no Executivo é que um eventual afastamento de Moraes diminuiria de forma significativa o espaço político para uma intervenção dos Estados Unidos no caso. A leitura é que, se o próprio Supremo demonstrar capacidade de apurar internamente as suspeitas, ficaria mais difícil sustentar medidas externas contra ministros brasileiros.

A crise no STF também é acompanhada pelo governo sob o impacto eleitoral. Governistas avaliam que o desgaste institucional tem respingado diretamente no ambiente político e pode influenciar a disputa presidencial, em um cenário já marcado por tensão entre Brasília e Washington.

A possibilidade de sanções com base na Lei Magnitsky é tratada como um dos pontos mais sensíveis da relação bilateral neste momento. A legislação norte-americana permite punir autoridades estrangeiras acusadas de corrupção ou violações de direitos humanos, com medidas como bloqueio de bens e restrições financeiras.

No governo Lula, a expectativa é que uma decisão firme do Supremo ajude a reorganizar o debate interno, reduza a temperatura da crise e sinalize aos Estados Unidos que as instituições brasileiras têm mecanismos próprios para lidar com acusações envolvendo seus integrantes.

Fonte: Brasil 247

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