De uso de IA a novas unidades: as propostas dos candidatos ao governo do ES para saúde

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Publicado em 16 de Setembro de 2026 às 14:02

Aline Nunes

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Área sempre apontada com preocupação por eleitores, a saúde também se destaca nos planos dos candidatos ao governo do Espírito Santo nas Eleições 2026. Da construção e entrega de novas unidades ao uso de tecnologia, como a inteligência artificial (IA), os cinco concorrentes ao Palácio Anchieta indicam em que planejam investir caso sejam eleitos. 

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A Gazeta analisou os planos de governo dos cinco concorrentes ao Palácio Anchieta.  Alguns temas são convergentes, apesar de abordagens operacionais diferentes, como é o caso do uso de recursos tecnológicos, da descentralização do atendimento e da expansão de infraestrutura. 

O prontuário eletrônico, por exemplo, está na pauta de Breno Barcelos (Missão), Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB). Já o emedebista e Helder Salomão (PT) têm propostas com o uso de IA. O petista e Rafael Demuner (UP) visam projetos específicos para a população LGBTQIA+. 

Todos os planos foram apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), junto ao registro de candidatura, e podem ser comparados na ferramenta abaixo:

O candidato do Missão foca na melhoria da gestão da saúde, com proposta, inclusive, de bonificação de profissionais. Ele sugere a adoção de um prontuário único, com base de dados que integra as informações clínicas da rede estadual. A partir da implantação, parte dos ganhos de eficiência poderá ser destinada à concessão de bônus de desempenho para enfermagem, fisioterapia e odontologia. 

Ainda na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), Breno defende o fortalecimento de mecanismos de financiamento pelo Executivo estadual e também a estruturação das ferramentas de repasse e cofinanciamento, visando à redução da dependência dos municípios. 

Além disso, o candidato propõe a interiorização de exames laboratoriais, especialistas para atendimento ambulatorial em hospitais e salas de telessaúde para assistência remota. 

As propostas do candidato do PT visam à saúde preventiva, inclusão social e parcerias com os governos federal e municipais. Com as prefeituras, por exemplo, a ideia é se articular para a execução de reformas, ampliações e modernizações de unidades básicas e de UPAs. 

Helder também propõe várias iniciativas com atenção a públicos específicos, como a saúde da mulher, do idoso, dos jovens e o fortalecimento de ações voltadas  à saúde integral da população negra e de povos tradicionais com estratégias para famílias quilombolas, ciganos, pomeranos e indígenas, valorizando os saberes tradicionais.  

Entre os projetos do candidato, ainda há espaço para cuidado de pessoas com neurodivergência, estruturação da rede em áreas como a de saúde mental e para enfrentamento de eventos decorrentes da alteração climática e ampliação do uso de plataformas por meio de IA. 

Para o ex-prefeito de Vitória, é importante o fortalecimento da rede de urgência e emergência no Estado. Outra proposta é a redução das filas de espera, que pretende alcançar por meio de regulação inteligente ao implantar uma central estadual integrada  com painel público de transparência e regulação digital em tempo real.

Pazolini também planeja adotar medidas que possam diminuir o índice de mortalidade evitável ao fortalecer a r ede materno-infantil com pré-natal qualificado, instituir programa estadual de prevenção cardiovascular e rastreamento ampliado de câncer (mama, colo de útero, próstata), ampliar cobertura vacinal e monitorar óbitos evitáveis.

O candidato do Republicanos ainda propõe ações para modernização hospitalar e tecnológica, enfrentamento às doenças crônicas e políticas para envelhecimento saudável. 

Para o candidato da Unidade Popular, o modelo de gestão das unidades de saúde deve ficar sob responsabilidade exclusiva do Estado e, por isso, defende o encerramento de todos os contratos com Organizações Sociais (OS). Ele também prevê um plano de obras públicas para ampliar e regionalizar a rede hospitalar. 

Rafael projeta, ainda, o desenvolvimento de pesquisa c ientífica farmacêutica para a produção de remédio a baixo custo para a população e a realização de concurso público para a substituição de terceirizados na saúde. 

Entre os concorrentes, ele é o único que trata da garantia de atendimento ao aborto nos casos previstos em lei,  ampliando e regionalizando os serviços públicos que realizam o procedimento de forma segura, digna e humanizada.

O governador, que disputa a reeleição, propõe investimentos em infraestrutura hospitalar de alta complexidade e um processo de transformação digital do SUS que possibilite tornar o sistema estadual mais moderno e eficiente, usando IA, por exemplo, para apoiar diagnósticos e decisões clínicas.

Ricardo também planeja ampliar investimentos em pesquisa, formação de profissionais, medicina de precisão, vigilância epidemiológica e inovação a fim de preparar o Estado para responder aos desafios sanitários.

No plano de governo do emedebista, há a perspectiva de ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias utilizando inteligência de dados, telessaúde, centrais inteligentes de regulação, além de expandir polos regionais de saúde. 

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