Dark Horse: amigo de Flávio só assinou com produtora 6 meses após repasse
Por Metrópoles — Igor Gadelha – Metrópoles
Igor Gadelha Dark Horse: amigo de Flávio só assinou com produtora 6 meses após repasse
Publicitário amigo de Flávio Bolsonaro repassou R$ 1 mihão à produtora do Dark Horse em dezembro de 2025, mas só assinou contrato em junho
Igor Gadelha 10/09/2026 13:31

Amigo pessoal de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o publicitário Marcello Lopes repassou R$ 1 milhão à produtora do filme Dark Horse em dezembro de 2025, mas só assinou um contrato com a empresa seis meses depois.
Segundo o contrato enviado à coluna pelo próprio publicitário, o “aporte” foi realizado por ele em dezembro, mas o contrato entre as partes foi assinado apenas em 4 de junho de 2026, quando o Caso Master já havia explodido .
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Detalhe da decisão de Flávio Dino mostrando o contrato entre a produtora do filme Dark Horse e o publicitário Marcello Lopes
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Detalhe da decisão de Flávio Dino mostrando o contrato entre a produtora do filme Dark Horse e o publicitário Marcello Lopes
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O publicitário Marcello Lopes
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Detalhe da decisão de Flávio Dino mostrando o contrato entre a produtora do filme Dark Horse e o publicitário Marcello Lopes
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O publicitário Marcello Lopes
Arquivo Pessoal
O documento aponta que o amigo de Flávio aportou US$ 185.185,19 (cerca de R$ 1 milhão) em favor da Go Up Entertainment Ltda como “investidor” da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
À coluna, o publicitário explicou que decidiu investir no filme a pedido do deputado federal Mário Frias (PL-SP) , produtor executivo da obra, após o banqueiro Daniel Vorcaro paralisar os repasses de patrocínio ao filme.
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da Coluna Igor Gadelha
“Quando parou de ter o dinheiro lá em outubro (de 2025) que Vorcaro investia, a turma toda estava gravando em São Paulo, tinham que fazer monte de pagamento e abriram cotas para investimento. Eu achei um bom negócio e decidi investir”, disse “Marcellão”, como o publicitário é conhecido.
Indagado pela coluna por que só assinou o contrato como investidor seis meses após o aporte e R$ 1 milhão, o marqueteiro argumentou que intervalo seria motivado por “ajustes de cláusulas entre as partes”.
Dino cita aporte em decisão
O repasse de Marcellão foi citado pelo ministro do STF Flávio Dino na decisão em que autorizou a operação da Polícia Federal (PF) desta quinta-feira (10/9) contra a dona da Go Up, Karina Gama, e Mário Frias.
No despacho, Dino menciona relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que identificaram uma transferência de R$ 1 milhão feita por Marcellão para a Go Up.
Segundo os documentos citados pelo ministro, o aporte foi feito entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025, período em que o Coaf identificou “movimentações consideradas atípicas” em cotnas da produtora .
“A comunicação de n.º 24 já foi brevemente tratada no item 1.4.2.3., mas versa sobre movimentações consideradas atípicas em contas correntes da empresa Go Up Entertainment Ltda, CNPJ 44.447.509/0001-52, abrangendo o período de 10/11/2025 a 30/12/2025, em que a empresa movimentou R$ 19.033.071,00, sendo R$ 8.955.158,00 a crédito e R$ 10.077.913,00 a débito. Figuram, dentre os principais remetentes de recursos para a empresa, a Moneycorp Banco de Câmbio S.A., que enviou R$ 3.920.976,40; a GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Eireli, responsável por transferências que totalizaram R$ 2.614.000,00; Marcello de Oliveira Lopes, que remeteu
R$ 1.000.000,00 ; a NTT Brasil Ltda., que enviou R$ 750.000,00; e o Deputado Federal Mário Frias, que realizou transferências no montante de R$ 645.400,00″, escreveu Dino.
Publicitário segue próximo a Flávio
Marcellão, vale lembrar, chegou a atuar como marqueteiro da pré-campanha de Flávio ao Palácio do Planalto. Em maio, após virem à tona os contatos do senador com Daniel Vorcaro, contudo, o publicitário deixou o time.
Apesar disso, Marcellão segue mantendo influência junto a Flávio, com quem fala diariamente. Ele participou, por exemplo, do jantar do senador com o banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual.
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Fonte: Igor Gadelha – Metrópoles