Daniel Vilela é reeleito governador de Goiás no 1º turno
Por Guilherme Magalhães — JOTA
Daniel Vilela (MDB) foi reeleito governador de Goiás neste domingo (4/10). Com 90% das urnas apuradas, ele obteve 58,82% dos votos válidos, derrotando Wilder Morais (PL), com 22,25%. Luis Cesar Bueno (PT) teve 9,74%, e o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) amargou um quarto lugar, com 8,82%.
Vilela foi vice-governador no segundo mandato de Ronaldo Caiado (PSD) e assumiu o governo goiano em março deste ano, quando Caiado renunciou para disputar a Presidência da República.
O emedebista liderou as pesquisas de intenção de voto durante toda a campanha. Herdou de Caiado uma gestão bem avaliada, com índices de aprovação na casa dos 60%, e prometeu uma política de continuidade.
A vitória de Vilela consolida o domínio do grupo político de Caiado e a derrocada de Perillo, que governou Goiás por quatro mandatos (1999-2006 e 2011-2018). O tucano chegou a ser preso em 2018 após operação da Polícia Federal que apurava suposto esquema de pagamento de propinas pela Odebrecht para campanhas eleitorais. Perillo sempre negou as acusações. Em 2022, o ministro Gilmar Mendes anulou os atos da Operação Cash Delivery.
Apesar de registrar um crescimento na reta final da campanha, Morais não conseguiu angariar o voto bolsonarista em um estado de perfil conservador que votou em Jair Bolsonaro por larga margem em 2018 e 2022, e onde Flávio Bolsonaro (PL) também liderava com folga a disputa deste ano contra o presidente Lula (PT).
Nascido em Jataí (GO), Daniel Vilela tem 42 anos e é filho de Maguito Vilela, liderança histórica do MDB que governou Goiás entre 1995 e 1998 e foi eleito prefeito de Goiânia em 2020, mas morreu dias após a posse vítima de Covid-19.
Formado em Direito e pós-graduado em gestão pública, já foi jogador de futebol profissional. Iniciou a vida pública como vereador de Goiânia em 2008, tendo sido eleito deputado estadual em 2010 e deputado federal em 2014. Chegou a disputar o governo contra Caiado em 2018 e terminou a disputa em 2º lugar, com 16,14% dos votos.
Fonte: JOTA