Daniel Alves declara apoio a Flávio Bolsonaro e diz ter recebido ‘sopro’ do Espírito Santo

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Por CartaCapital — Carta Capital

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O ex-jogador da Seleção Brasileira foi condenado por estupro na Espanha, mas o processo foi anulado

O ex-jogador Daniel Alves declarou apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira 5. Com referências religiosas, o ex-lateral direito da Seleção Brasileira afirmou que decidiu se manifestar depois de, segundo ele, receber do Espírito Santo uma indicação do nome e do número do candidato.

“Estou fazendo política, a política da obediência. Esses dias o Espírito Santo estava soprando o teu nome, Bolsonaro, e o teu número duas vezes. Assim, descansa o teu coração. Mantém-te humilde”, disse.

O ex-jogador também afirmou que existe “um decreto” para o Brasil e defendeu uma mudança política. “É tempo de câmbio, é tempo de mudança”, declarou. Alves já havia manifestado apoio a Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.

Daniel Alves foi condenado Alves a 4 anos e 6 meses de prisão por estupro em 2024. Ele era acusado de agressão sexual cometida no banheiro de uma boate em Barcelona, na Espanha. Segundo o relato apresentado às autoridades, a vítima entrou voluntariamente no banheiro, mas afirmou que Alves impediu sua saída e manteve relações sexuais sem seu consentimento.

A denunciante procurou a polícia pouco depois do episódio e relatou o que havia acontecido. 

Alves negou a acusação. Ao longo da investigação, porém, apresentou versões diferentes sobre o que havia ocorrido. Inicialmente, negou ter mantido relação sexual com a mulher. Depois, admitiu que houve relação, mas passou a afirmar que o encontro havia sido consensual.

Ele chegou a ser preso e solto, posteriormente, por pagamento de fiança. Em março de 2025, o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha anulou a condenação e absolveu o ex-jogador por unanimidade. Os magistrados consideraram que as provas apresentadas não eram suficientes para afastar a presunção de inocência e apontaram problemas na avaliação do depoimento da denunciante.

A decisão foi contestada pelo Ministério Público da Catalunha, que anunciou recurso ao Tribunal Supremo da Espanha . 


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Fonte: Carta Capital

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