Damares cobra apuração sobre suspeita de tráfico humano no Caso Master
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13/10/2026 | Atualizado às 15:53
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou, em pronunciamento no Senado Federal, que não aceitará acordos políticos destinados a impedir investigações sobre a conduta de ministros do STF.
Durante o discurso, a parlamentar também cobrou a apuração de suspeitas de tráfico humano e exploração sexual de mulheres, incluindo refugiadas ucranianas, em denúncias associadas ao Caso Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.
Damares destacou as denúncias relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. A parlamentar afirmou que, durante sua atuação na CPMI do INSS, já havia demonstrado preocupação com possíveis violações de direitos de mulheres associadas a esquemas investigados.
Segundo ela, as reportagens sobre o caso Master levantaram novas questões que precisam ser examinadas pelo Congresso. “E hoje as matérias indicam, Vorcaro era sócio oculto de agência de prostituição”, declarou.
A parlamentar defendeu que o Senado não ignore a possibilidade de crimes contra mulheres refugiadas, especialmente diante da situação de vulnerabilidade enfrentada por pessoas que deixaram seus países em razão de conflitos armados. “E a minha preocupação é, houve tráfico de mulheres ou não houve tráfico de mulheres? Houve exploração de mulheres ou não houve?”
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STF
Ao iniciar a parte do pronunciamento dedicada ao Supremo Tribunal Federal, Damares disse ter tomado conhecimento, por meio de uma reportagem, de possíveis conversas entre integrantes da Corte e senadores sobre pedidos de impeachment que poderiam ser analisados pelo Senado.
A parlamentar afirmou que não participará de negociações destinadas a impedir a investigação de ministros. “Eu quero mandar um recado. Nenhum ministro da Suprema Corte me procure para falar sobre isso”, declarou.
Segundo Damares, a defesa da fiscalização das condutas de ministros do STF fez parte dos compromissos apresentados aos eleitores durante a campanha.
A parlamentar argumentou que a responsabilização deve ocorrer individualmente, conforme os atos atribuídos a cada autoridade. “A responsabilidade individual de cada um. O princípio é claro. Cada um precisa responder pelos seus próprios atos”, afirmou.
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Fonte: Congresso em Foco