Corinthians consegue liberação de milionária com a Caixa para quitar salários

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Por Esporte News Mundo — Carta Capital

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Clube recebe primeira parcela de R$ 13,5 milhões e planeja utilizar o valor para regularizar salários atrasados de jogadores e funcionários.

O Corinthians conseguiu desbloquear R$ 27 milhões que estavam retidos em uma conta reserva vinculada ao financiamento da Neo Química Arena. O acordo foi assinado pelo presidente Osmar Stabile com a Caixa Econômica Federal e já resultou no repasse da primeira parcela, de R$ 13,5 milhões, ao clube.

Com o recebimento do valor nesta quarta-feira, a diretoria alvinegra planeja utilizar os recursos para quitar os salários atrasados de jogadores e funcionários. A expectativa é que os pagamentos sejam regularizados nesta quinta-feira, incluindo as remunerações previstas pela CLT que estavam vencidas.

A outra metade dos R$ 27 milhões, também de R$ 13,5 milhões, ainda será repassada ao Corinthians. O clube aguarda a liberação da segunda parcela para completar o montante previsto no acordo e avançar na regularização da folha salarial.

A liberação dos recursos também é tratada pela gestão de Osmar Stabile como um avanço nas negociações para solucionar a dívida relacionada à Neo Química Arena. O saldo devedor do estádio com a Caixa está estimado em R$ 630 milhões.

Em nota enviada ao ge, a assessoria de imprensa da Caixa afirmou que a instituição não comenta operações bancárias específicas em razão do sigilo bancário previsto na Lei Complementar 105/2001.

“A Caixa não se manifesta sobre operações bancárias específicas e eventuais negociações, em obediência ao sigilo bancário previsto na Lei Complementar 105/2001.”

Além da liberação dos R$ 27 milhões, o Corinthians negocia uma proposta para buscar a quitação definitiva do financiamento da Arena. Entre as possibilidades apresentadas pelo clube está o repasse à Caixa dos direitos de nome do estádio, atualmente vinculados à Hypera Pharma.

A diretoria corintiana avalia os naming rights em R$ 70 milhões anuais. O pacote em discussão também inclui a migração das operações financeiras do clube para a Caixa, com contas e folhas de pagamento, além do lançamento de cartões do Fiel Torcedor e títulos de capitalização.

Desde a inauguração da Neo Química Arena, em 2014, o Corinthians já desembolsou cerca de R$ 600 milhões relacionados ao financiamento. Pelo contrato repactuado durante a gestão de Duilio Monteiro Alves, o vencimento final da dívida está previsto para dezembro de 2041, com juros de 2% ao ano mais CDI. As amortizações do saldo começaram em 2025.

O financiamento do estádio é apontado pela atual diretoria como o principal gerador da crise financeira do Corinthians. O endividamento total do clube está estimado em cerca de R$ 2,8 bilhões, enquanto o débito específico com a Caixa é de R$ 630 milhões.

Com o desbloqueio dos R$ 27 milhões, o Corinthians busca primeiro regularizar os salários atrasados e, paralelamente, avançar nas negociações para reduzir o impacto da dívida da Neo Química Arena sobre as finanças do clube.


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Fonte: Carta Capital

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