Congresso terá que impedir Flávio de “tratorar” Brasil, avalia Brito

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Congresso em Foco

15/10/2026 | Atualizado às 14:38

O deputado federal Rafael Brito (MDB-AL) afirmou que o Congresso deverá exercer um papel de “freio e contrapeso” caso Flávio Bolsonaro (PL) vença o segundo turno da eleição presidencial de 2026.

Ao analisar os dois possíveis cenários para a relação entre Executivo e Legislativo, o parlamentar disse que, em uma eventual vitória de Flávio, deputados e senadores teriam de atuar “para que eles não saiam tratorando o país”.

Já em caso de reeleição do presidente Lula, Brito avalia que o desafio será administrar a relação com a oposição para permitir o funcionamento do Congresso. As declarações foram dadas pelo deputado durante entrevista ao Congresso em Foco.

Reagente

Rafael Brito avalia que Câmara e Senado poderão assumir funções políticas diferentes dependendo de quem ocupar o Palácio do Planalto, seja por desafios internos ou para frear decisões presidenciais.

A preocupação com a relação entre Executivo e Legislativo está inserida em um contexto mais abrangente sobre o Congresso que emergirá das eleições. O deputado acredita que os primeiros meses da próxima legislatura serão marcados por disputas e dificuldades de acomodação entre os diferentes grupos políticos.

Avanço

Além de projetar o futuro, Rafael Brito destacou os avanços que, na sua perspectiva, foram impulsionados pelo atual período político. O exemplo citado foi o fim da escala 6×1 que, segundo ele, não estaria na agenda legislativa se Lula não fosse presidente.

“É uma conquista do governo Lula. Isso a gente precisa dizer”, afirmou. “Se o Lula não fosse presidente, não estaríamos discutindo o fim da escala 6×1. É importante que se diga isso. Precisamos defender quem, desde o início, soube trabalhar por essa causa.”

Brito defendeu que a mudança na jornada poderá beneficiar trabalhadores e, segundo sua avaliação, também produzir efeitos positivos para a atividade econômica no médio e no longo prazo.

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Fonte: Congresso em Foco

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