Condenado a 83 anos por triplo homicídio na BA é preso no ES
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Publicado em 10 de Setembro de 2026 às 15:57
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Um baiano de 44 anos, condenado a 83 anos e três meses de prisão por triplo homicídio qualificado, foi preso pela Polícia Civil na praia de Ubu, em Anchieta, no Litoral Sul do Espírito Santo, nesta quinta-feira (10). Foragido da Justiça, ele vivia com a família na cidade capixaba e foi localizado a partir de informações repassadas pelas Polícias Civil e Militar da Bahia.
“Nós identificamos que o homem estava morando em Anchieta, no litoral Sul do Espírito Santo, e repassamos as informações à Polícia Civil da Bahia, que solicitou judicialmente a busca no imóvel. Nesta quinta-feira (10), as equipes foram até o endereço e cumpriram a ordem judicial”, disse o delegado Rodrigo Toscano, titular da Delegacia de Piúma.
Segundo a Polícia Civil, Alean de Almeida Silva é apontado como uma das lideranças de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho, com atuação no tráfico de drogas em Santo Antônio de Jesus e região, no Recôncavo Baiano, além de atuar dentro de unidades prisionais.
De acordo com a corporação, Alean condenado triplo homicídio qualificado ocorrido em 14 de julho de 2019, na região de Santo Antônio de Jesus. Na ocasião, três homens foram mortos a tiros enquanto jogavam dominó na rua. Segundo a polícia, o crime teria sido motivado por uma disputa entre grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas. Os demais envolvidos no crime também foram condenados a penas que variam de 78 e 86 anos de prisão.
Segundo o delegado Rodrigo Toscano, mesmo foragido da Justiça baiana, Alean continuava mantendo contato com integrantes do grupo criminoso e coordenando atividades criminosas no Estado. Segundo o delegado, a prisão interrompeu essa comunicação e, por isso, a ação recebeu o nome de “Operação Modo Avião”.
O homem foi encaminhado ao Centro de Triagem do Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa e permanece à disposição da Justiça. Uma eventual transferência para a Bahia depende de decisão judicial.
A reportagem tenta localizar a defesa de Alean de Almeida Silva para comentar o caso. O espaço segue aberto para manifestação.
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