Como a internet vira aliada para despertar novas carreiras
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Publicado em 03 de Outubro de 2026 às 09:13
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Se no passado o mundo digital era o futuro, hoje ele já domina o presente para várias funcionalidades, até para tornar o amanhã mais promissor. Afinal, quando bem canalizada, a conexão pode ser a porta de entrada para jovens empreenderem, desenvolverem habilidades e impulsionarem a carreira.
“Um jovem que apresenta interesse por redes sociais pode descobrir possibilidades profissionais relacionadas ao marketing digital, design, análise de dados ou produção audiovisual. Quem se interessa por jogos pode desenvolver conhecimentos em programação, modelagem, design de experiências e desenvolvimento de softwares”, exemplifica Jales Cardoso Soares Junior, secretário de Estado da Ciência, Inovação, Tecnologia e Educação Profissional (Secti).
Segundo ele, ferramentas de inteligência artificial (IA), por exemplo, podem ser utilizadas na criação de soluções para áreas como educação, turismo, comércio, indústria, economia criativa e pequenos negócios.
Quando conhecimento técnico, criatividade, empreendedorismo e problemas reais são colocados em diálogo, surge um ambiente favorável ao desenvolvimento de novos produtos, serviços, projetos e soluções, avalia o secretário.
“É importante estimular uma mudança de perspectiva diante da tecnologia. Em vez de perguntar apenas ‘o que essa ferramenta pode fazer por mim?’, é interessante também perguntar ‘o que posso criar com essa tecnologia?’. Essa mudança ajuda a transformar o usuário em protagonista e pode abrir novas possibilidades profissionais e empreendedoras”, destaca.
De acordo com a pesquisa “Adolescência Sem Filtro”, realizada em junho de 2026 pelo Instituto Alana em parceria com a agência Koga, quase oito em cada dez jovens passam mais de três horas conectados à internet, enquanto, pelo menos, 15% excedem esse tempo.
Nesse sentido, a transformação digital pode apoiar o despertar de propósitos pessoais e profissionais. “Em um cenário marcado por mudanças tecnológicas, sociais e econômicas cada vez mais rápidas, desenvolver uma mentalidade empreendedora é também preparar esta nova geração para profissões que estão se transformando e para oportunidades que talvez ainda nem existam”, pontua Jussara Pancieri, gestora estadual do Programa de Educação Empreendedora do Sebrae/ES.
De acordo com ela, é possível trabalhar o empreendedorismo por meio de projetos interdisciplinares, resolução de problemas reais, investigação, inovação, tecnologia e desafios relacionados ao território e à comunidade. Dessa forma, conhecimentos de matemática, linguagens, ciências, tecnologia e outras áreas passam a ser utilizados na construção de soluções concretas.
“Essa abordagem torna a aprendizagem mais significativa porque aproxima aquilo que é ensinado na escola da realidade dos estudantes. O professor continua tendo um papel fundamental, mas também atua como mediador de experiências que estimulam o estudante a pesquisar, experimentar, criar, colaborar e aprender fazendo”, aponta.
Para além do ambiente educacional, muitas empresas já entendem essa mudança de comportamento e têm desenvolvido ações de empreendedorismo para motivar os jovens a desenvolver a independência.
O superintendente do Banco do Brasil no Espírito Santo, Helton Leite, conta que a instituição concebeu diferentes ferramentas de educação financeira. O Rolê que Rende, por exemplo, é um projeto itinerante que busca falar sobre dinheiro por meio de jogos, rodas de conversa e conteúdos digitais.
Leite defende que o papel da educação financeira transcende o foco econômico. Por isso, a finalidade é preparar pessoas, especialmente os jovens, para fazer escolhas mais conscientes.
“Quando um jovem começa a aprender a planejar, a consumir de maneira mais consciente, aprende a lidar com tomada de decisão, a avaliar riscos. No nosso contexto, o objetivo é estimular, por meio dessas iniciativas, um planejamento, um consumo consciente, uma organização financeira para aquela família, dentro daquela casa. Nosso papel é despertar a reflexão e contribuir com uma sociedade cada vez mais consciente e preparada nesse sentido”, enfatiza.
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