CNBB pede proteção de Nossa Senhora Aparecida e clama por Brasil soberano no dia da votação

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Por João Victor Sampaio — Carta Capital

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O posicionamento ocorre após onda de ataques bolsonaristas à instituição durante campanhas eleitorais

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pediu a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, em publicação no X neste domingo 4, dia do primeiro turno das eleições gerais no País. “Que Deus nos conceda sabedoria e coragem para construirmos juntos um Brasil reconciliado, soberano, justo e fraterno”, diz a postagem.

Confiamos nossa Pátria à proteção de Nossa Senhora Aparecida. Que Deus nos conceda sabedoria e coragem para construirmos juntos um Brasil reconciliado, soberano, justo e fraterno. #Eleições2026

— Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (@CNBBNacional) October 4, 2026

O posicionamento ocorre após a CNBB ser jogada no centro de uma polêmica eleitoral envolvendo o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), após acusações de que seu grupo político trabalharia para retirar da santa o título de Padroeira do Brasil. A entidade foi alvo de ataques de grupos alinhados ao candidato sob o pretexto de ter contribuído para a divulgação de conteúdos sobre o tema.

Na quarta-feira 30, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve decisão do ministro André Mendonça de derrubar publicações que apresentavam como verdadeira a informação relacionada às intenções de Flávio Bolsonaro. Os ministros, no entanto, divergiram quanto à amplitude da medida. Na mesma noite, o ministro Flávio Dino tornou públicas informações enviadas ao seu gabinete sobre uma aparente onda de ataques contra imagens religiosas em diferentes pontos do País.

Já na quinta-feira 1º, Dino declarou a perda de objeto da reclamação que tramitava no STF sobre o caso e liberou postagem do humorista Antonio Tabet que reivindicava a veracidade das intenções de retirada do título da santa pelo candidato do PL.

O ministro do Supremo argumentou que o julgamento do plenário do TSE substituiu a ordem monocrática anterior e alinhou-se ao seu entendimento original e afastar o que classificou como “censura prévia e em massa”. Tabet havia ingressado na ação após ter sido afetado pela determinação inicial de remoção emitida por Mendonça.


João Victor Sampaio

Estudante de Jornalismo na Cásper Líbero. Estagiário de Redação de CartaCapital baseado em São Paulo, com foco em política, tecnologia e sociedade.

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Fonte: Carta Capital

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