Cleitinho Azevedo ganha em MG: é preciso confrontar seu governo na luta de classes
Por Redação Minas Gerais — Esquerda Diário

O ex senador de extrema direita, cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro em MG, capacho de Trump, inimigo dos trabalhadores, juventude e oprimidos, Cleitinho Azevedo é eleito em primeiro turno para governador de MG. É preciso confrontar seu governo, que já anunciou a que vem, na luta de classes e derrotá-lo junto à extrema direita e o imperialismo.
Com 55,4% dos votos válidos, Cleitinho Azevedo (Republicanos) é eleito o novo governador de Minas Gerais no primeiro turno, e promete aprofundar a política de ataques aos trabalhadores, privatizações, destruição ambiental e ódio às mulheres, negres, indígenas e LGBTQIAPN+ de Romeu Zema e Mateus Simões. Esse resultado se soma à vantagem de Flávio Bolsonaro no segundo turno, o recorde de Nikolas Ferreira na câmara de deputados, assim como os resultados do PL nacionalmente configurando um fortalecimento da extrema direita em todo o país, em eleições com intervenção do imperialismo de Trump.
Veja também: 1º turno mostra que o combate a Flávio, Trump e à extrema direita exige toda força da nossa luta
O primeiro turno mostra que o combate a essa corja da qual Azevedo faz parte exige toda a força dos trabalhadores e oprimidos na luta de classes. Cleitinho vai manter o PROPAG, quer privatizar mais estatais quando batalhamos pela reestatização da Copasa e do metrô, já disse que não vai reajustar os salários dos servidores enquanto não resolver o problema da dívida, chegou a dizer até que quem recebe o bolsa família não deveria poder votar. Ou seja, um reacionário que merece nada menos que toda a força dos trabalhadores na luta de classes para derrotá-lo.
Essas eleições foram marcadas por intervenções imperialistas que partem da “doutrina Monroe 2.0” por parte de Donald Trump, que quer reafirmar a América Latina como seu pátio traseiro. Cleitinho Azevedo é mais um de seus capachos, com terras raras sob sua tutela, o que faz com que a bandeira anti-imperialista seja a primeira a ser levantada de norte a sul do estado, organizando o trabalhadores contra o entreguismo da extrema direita e para não só impedir os ataques do novo governo, como reverter os 8 anos de estrago de Romeu Zema. Para isso, a conciliação de classes do PT se mostrou novamente ineficaz. Para a extrema direita, nem um dia de paz. É preciso combatê-la na luta de classes.
Veja a declaração de Flavia Valle, professora da rede estadual de MG e dirigente do MRT:
“Cleitinho é mais um representante desse projeto reacionário da extrema direita, capacha do imperialismo, que já deixou claro seu apoio ao Flávio Bolsonaro. Seu projeto para Minas é a subordinação total às mineradoras, ao agronegócio e aos patrões que querem arrancar o sangue e suor da nossa classe com a 6×1, as reformas trabalhistas e a precarização do trabalho. O projeto que eles defendem é a entrega total dos nossos bens comuns naturais para os imperialistas, aprofundando a crise climática e nos reservando mais mil Marianas e Brumadinhos. Não aceitaremos!!! A classe trabalhadora e o povo mineiro demonstrou muita disposição de luta nos últimos anos. É preciso romper com a política de conciliação de classe da frente ampla, que só abriu caminho para o fortalecimento da extrema direita e confiar na força da nossa mobilização nas ruas, contra qualquer ingerência imperialista, o povo brasileiro tem o direito de decidir em quem votar. Temos que lutar para organizar trabalhadores e a juventude em cada local de estudo e trabalho para derrotar Flávio Bolsonaro, Cleitinho, Nikolas Ferreira e toda essa corja reacionária que eles representam.”
Foto: Ton Molina/Agência Senado
Fonte: Esquerda Diário