Por Alexandre OrricoNúcleo Jornalismo

Sean Thomas, da Spectator, escreveu sobre um rumor que ele diz que corre solto pelo Vale do Silício: a de que alguns engenheiros da Anthropic estariam culturando o Claude, o modelo de IA da empresa, como se fosse uma espécie de deus. Segundo Thomas:

“Se for verdade, isso ecoa uma antiga previsão da ficção científica e aquilo que sabemos sobre a natureza humana. Se construirmos uma superinteligência, primeiro vamos nos apaixonar por ela. Depois, vamos adorá-la. Por fim, faremos sacrifícios em seu nome. É assim que o Homo sapiens funciona; é assim que reagimos a seres onipotentes e oniscientes. Viemos equipados com um módulo de Deus, e a IA vai ativá-lo.”

Não é a primeira vez que a gente lê algo do tipo. A obsessão do Vale do Silício por IA parece, em muitos sentidos, com religião: há entre algumas personalidades da área uma crença fervorosa de que a IA alcançará um status onisciente e onipotente, capaz de resolver os maiores problemas do planeta.

Via Futurism, The Spectator, The Information eThe MIT Press Reader

Fonte: Núcleo Jornalismo

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