Citi sobe o preço-alvo de BTG Pactual (BPAC11) e vê espaço para ação se descolar dos bancões

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Por Camille LimaSeu Dinheiro

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O mercado ainda tenta encaixar o BTG Pactual (BPAC11) na mesma prateleira que outros bancos. Mas, para o Citi, talvez seja hora de mudar a etiqueta. 

Na visão dos analistas, o BTG merece negociar com prêmio em relação aos bancos tradicionais não apenas por apresentar crescimento e rentabilidade elevados, mas porque sua forma de ganhar dinheiro ficou estruturalmente diferente da de um bancão. 

Por isso, o Citi manteve recomendação de compra para BPAC11 e elevou o preço-alvo de R$ 70 para R$ 72. A nova cifra implica uma valorização potencial de 17% em relação ao último fechamento. 

“A recente compressão do prêmio de valuation de BPAC11 cria um retorno esperado atrativo em relação ao crescimento e à rentabilidade do banco”, dizem os analistas. 

Por trás do prêmio do BTG Pactual (BPAC11) na bolsa 

O principal pilar para a visão mais otimista do Citi é que o BTG se tornou uma plataforma financeira mais diversificada, menos dependente do crescimento da economia brasileira, do ciclo de crédito ou de uma única fonte de receita. 

Por isso, aplicar ao banco exatamente as mesmas métricas usadas para Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) ou Banco do Brasil (BBAS3) pode não capturar todo o valor da companhia. 

“Os investidores frequentemente aplicam métricas tradicionais de bancos ao BTG, apesar de seu modelo estruturalmente diferente”, afirmam os analistas. 

Por isso, aplicar ao banco exatamente as mesmas métricas usadas para Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) ou Banco do Brasil (BBAS3) pode não capturar integralmente o valor da companhia. 

“Os investidores frequentemente aplicam métricas tradicionais de bancos ao BTG, apesar de seu modelo estruturalmente diferente”, afirmam os analistas do Citi. 

A diferença já aparece no valuation. O múltiplo de preço sobre lucro (P/L) projetado do BTG está atualmente cerca de 20% acima do Itaú, segundo o banco americano. O prêmio, porém, já foi maior: historicamente, ficou na faixa de 30% a 45%. 

Na leitura do Citi, portanto, a questão não é simplesmente se o BTG está mais caro que os pares. É que o prêmio diminuiu justamente enquanto a instituição manteve uma combinação de crescimento e rentabilidade que, na visão dos analistas, justificaria uma diferença maior. 

BPAC11: um banco que não depende de uma única engrenagem 

Desde 2020, o BTG aumentou a participação de receitas recorrentes provenientes de tarifas e taxas sobre os ativos dos clientes, ampliou o portfólio de produtos e avançou na venda cruzada entre suas diferentes áreas. 

Hoje, a geração de resultados combina gestão de ativos, ativos de clientes, assessoria financeira, trading, mercado de capitais, wealth management e crédito corporativo, além do avanço mais recente no crédito ao consumidor. 

O ponto, para o Citi, não é que essas atividades estejam protegidas contra o cenário econômico. É que elas não necessariamente respondem da mesma maneira aos mesmos estímulos. 

Se uma frente desacelera, outra pode encontrar condições mais favoráveis. Maior volatilidade, por exemplo, pode prejudicar determinadas operações, mas criar oportunidades em trading; juros elevados podem pesar sobre a atividade, mas também ampliar spreads no crédito corporativo. 

O resultado mais recente do BTG é um exemplo do que o Citi está tentando capturar. No segundo trimestre, o banco apresentou retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) de 26,7% e lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões. 

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Fonte: Seu Dinheiro

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