Cinema capixaba quer “explodir” Brasília, a cidade das “bombas” políticas
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Publicado em 10 de Outubro de 2026 às 03:15
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Brasília, que tradicionalmente é palco de “bombas” políticas, agora tem mais uma história explosiva no currículo. O filme capixaba “Adeus, verão!” revela um plano peculiar de explodir a capital federal com uma bomba construída em um terraço de uma casa em Santo Antônio (Vitória).
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Com uma abordagem voltada para o público jovem e imagens que retratam Vitória no final do verão de 2017, o filme acaba de ser selecionado para a 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. A estreia em um dos principais eventos de cinema do mundo está prevista na programação que começa em 15 de outubro. Fazia 12 anos que nenhum filme do Espírito Santo era selecionado para a mostra.
“A ‘bomba’ funciona como motor da trama, mas é, acima de tudo, uma metáfora sobre a própria vivência da juventude de hoje”, explica o roteirista e diretor Diego de Jesus. “Ver nosso filme estrear em um dos festivais mais importantes do mundo coloca o cinema feito no Espírito Santo em destaque”, complementa.
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O filme acompanha a rotina de Kênia (Danyelli Garajau), uma estudante do ensino médio de Vitória que, após passar por frustrações, resolve construir uma bomba alimentada por ondas sonoras. O plano é levar o artefato para Brasília e destruir o país.
Com referências que misturam cultura pop, o rap e o universo da internet, “Adeus, verão!” dialoga de forma ágil com público jovem ao debater os conflitos ligados ao fim da adolescência. O elenco conta com Bárbara Colen (Bacurau), interpretando uma professora de ensino médio, com Santz dando vida ao youtuber Yuri e com Rejane Faria (Marte Um).
O filme é uma produção da Ventania com recursos do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo, Secult/ES, BRDE, FSA e Ancine.
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Leonel Ximenes
Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.
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