China destaca 77 anos de relações diplomáticas com a Rússia: ‘boa vizinhança e amizade duradouras’

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Por João Antonio Cunha — Brasil 247

247 – A China celebrou nesta quarta-feira (30) os 77 anos de relações diplomáticas com a Rússia e afirmou que os dois países mantêm o compromisso com a “boa vizinhança e a amizade duradouras”, além de ampliarem a coordenação estratégica e a cooperação mutuamente vantajosa. As informações são da RT Brasil.

A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, durante uma coletiva de imprensa, após ser questionado sobre o aniversário das relações entre Pequim e Moscou. A data oficial da celebração será 2 de outubro.

As relações diplomáticas tiveram início pouco depois da fundação da República Popular da China. A União Soviética reconheceu e estabeleceu relações diplomáticas com o novo governo chinês em 1º de outubro de 1949.

Segundo Guo, os 77 anos de relações levaram China e Rússia a construir um “exemplo notável de um novo tipo de relações internacionais”.

Parceria estratégica

O porta-voz afirmou que a relação bilateral passou por uma evolução até se tornar uma parceria estratégica abrangente de coordenação para a nova era.

Guo também mencionou os encontros realizados em 2026 pelos presidentes Xi Jinping e Vladimir Putin. Os dois líderes se reuniram em Pequim, em maio, e em Bishkek, em agosto.

Na avaliação apresentada pelo diplomata, os encontros contribuíram para uma nova etapa das relações entre os dois países, caracterizada por um desenvolvimento “mais rápido e de maior qualidade”.

“Confiamos que, sob a liderança dos dois líderes, a China e a Rússia permanecerão fiéis à visão fundadora das relações diplomáticas e aprofundarão nossa coordenação estratégica abrangente”, afirmou.

Cooperação e governança global

Guo relacionou ainda a parceria entre Pequim e Moscou aos projetos de desenvolvimento dos dois países e à atuação conjunta no cenário internacional.

Segundo o porta-voz, China e Rússia devem cumprir suas responsabilidades como grandes potências e participar da reforma e do aprimoramento da governança global.

Fonte: Brasil 247

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