Celular e carro elétrico têm o mesmo problema ao passar de 80% de carga; entenda
Por Danielle Cassita — Canaltech
Já reparou que ocorre uma espécie de diminuição na velocidade de carregamento dos carros elétricos em estações ultrarrápidas conforme o veículo se aproxima da capacidade total de carga? Trata-se de algo parecido com o que acontece nos celulares, e a causa é a atuação preventiva do sistema de gerenciamento da bateria (BMS).
Pode até parecer que houve alguma falha no eletroposto ou no carro, mas saiba que esta oscilação é proposital e segue uma lógica de funcionamento parecida com aquela adotada nos smartphones e notebooks.
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O segredo está no mecanismo de proteção, responsável por reduzir automaticamente a potência de entrada quando o nível de energia atinge cerca de 80% de carga. Desta forma, o dispositivo evita o superaquecimento, o estresse térmico das células de íons de lítio e a degradação precoce do conjunto.
Carregar carro elétrico em 80%
A central eletrônica do próprio automóvel determina a quantidade de energia aceita ao longo do processo, limitando a corrente para manter a tensão dentro de parâmetros de segurança. Neste contexto, o patamar dos 80% tornou-se uma referência na indústria porque marca o início da fase mais lenta da curva de recarga de cada modelo.
A temperatura das células também interfere diretamente nesse ritmo, o que leva fabricantes a adotarem o pré-condicionamento térmico — recurso que ajusta a temperatura da bateria a caminho da estação para otimizar o tempo de espera.
Completar o ciclo até 100% exige um tempo desproporcional em relação ao início da sessão. Por isso, as montadoras costumam divulgar a medição do tempo de recarga entre 10% e 80%, estratégia que representa o cenário mais eficiente principalmente para paradas rápidas em viagens.
Aproveite para conferir nossa matéria que explica como o “RG da bateria” vai ajudar a proteger quem compra carro elétrico seminovo!
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Fonte: Canaltech