Celso Amorim se reúne com Wang Yi, em Pequim, e entrega carta do presidente Lula a Xi Jinping
Por Laís Gouveia — Brasil 247
247 – O assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República, Celso Amorim, reuniu-se nesta quarta-feira (16), em Pequim, com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. No encontro, os dois discutiram a relação bilateral, cooperação em inteligência artificial e minerais críticos, além das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.
Amorim também entregou ao chanceler chinês uma carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva destinada ao presidente Xi Jinping. Na mensagem, Lula aborda a relação estratégica entre Brasil e China, a convergência entre os dois países e a possibilidade de ampliar a cooperação vinculada aos respectivos projetos de desenvolvimento.
Entre os temas econômicos e tecnológicos, Brasil e China discutiram o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial de código aberto, com ênfase em critérios éticos e de inclusão. Outro ponto foi a ampliação das capacidades produtivas e tecnológicas relacionadas aos minerais críticos e às terras raras, com foco na agregação de valor.
A pauta ocorre em meio à crescente relevância desses minerais nas cadeias de tecnologia, energia e indústria. Terras raras e outros minerais considerados críticos são utilizados, entre outras aplicações, na fabricação de equipamentos eletrônicos, veículos elétricos e tecnologias ligadas à transição energética.
Na área diplomática, Amorim e Wang Yi defenderam o diálogo, o multilateralismo e a solução pacífica de conflitos. Os dois também se posicionaram contra ingerências em assuntos internos de outros países.
A situação internacional ocupou parte das conversas. Foram discutidos os desdobramentos dos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, além do papel do BRICS como espaço de articulação e diálogo entre seus integrantes.
O encontro ocorreu poucos dias depois da Cúpula do BRICS. Amorim tratou com Wang Yi da declaração aprovada pelos integrantes do bloco e da presidência chinesa do grupo.
Brasil e China também discutiram a continuidade da chamada “Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil-China por um Mundo Mais Justo e um Planeta Sustentável”, denominação adotada pelos dois governos para estruturar parte da parceria estratégica bilateral.
A agenda em Pequim reforça duas frentes que ganharam espaço nas relações entre os dois países: a cooperação tecnológica, especialmente em inteligência artificial, e a participação brasileira em cadeias de maior valor agregado ligadas a minerais críticos e terras raras.
Fonte: Brasil 247