Cassiterita ilegal da Amazônia teria abastecido cadeia de gigantes globais de tecnologia

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A extração ilegal de cassiterita na Amazônia, especialmente na Terra Indígena Yanomami e no Parque Nacional dos Campos Amazônicos, está sendo investigada por suas conexões com grandes empresas multinacionais de tecnologia. Segundo apurações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, essa prática envolve um esquema de falsificação de documentos que permite a inserção do minério no mercado formal, misturando-o com material de origem legal. Entre as empresas mencionadas estão Apple, Microsoft, Amazon, Walt Disney e Sony, embora o cruzamento de informações não indique necessariamente que tenham participado do esquema criminoso.

A investigação se concentra na empresa brasileira White Solder, que atua na produção de estanho e soldas e é acusada de facilitar a legalização do minério ilegal. O MPF estima que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 200 milhões entre 2020 e 2025, com a Polícia Federal registrando a circulação de mais de 525 toneladas de cassiterita ilegal em apenas quatro meses de 2021.

Fonte: Jornal Opção

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