Candidatos já gastaram R$215 milhões em impulsionamento nas redes em 2026

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Por Sérgio SpagnuoloNúcleo Jornalismo

Candidatos já gastaram R$215 milhões em impulsionamento nas redes em 2026

Com cerca de um mês do início da campanha eleitoral de 2026, cerca de 6.700 candidatos declararam ter gasto R$215 milhões em impulsionamentos em redes sociais – cerca de 7% do volume de despesas declaradas até o momento em todas as campanhas. Os dados são do Observatório de Impulsionamento Eleitoral e coletados até o fim desta segunda, 14.set.2026.

O Observatório de Impulsionamento Eleitoral é um projeto do Núcleo sob o Laboratório de Investigação Eleitoral que agrega e analisa dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os números são autodeclarados e estão em atualização constante (muitos candidatos ainda não declararam suas contas), mas mostram o apetite das campanhas em impulsionar conteúdos nas redes sociais.

O candidato presidencial Lula aparece liderando o volume de despesas declaradas com essa rubrica até agora, com R$2,7 milhões, seguido dos candidatos a governo Elmano de Freiras (CE – R$2,2 milhões) e Tarcísio Gomes de Freitas (SP – R$1,5 milhão). Flávio Bolsonaro ficou fora do top 10 até agora, com R$900 mil declarados em impulsionamento.

Acesse o Observatório aqui

Candidatos já gastaram R$215 milhões em impulsionamento nas redes em 2026

Entre os partidos, o PL, do candidato presidencial Flávio Bolsonaro, é disparado o que tem mais gastos do tipo (R$43,8 milhões), seguido do PT (R$27,8 milhões).

Candidatos já gastaram R$215 milhões em impulsionamento nas redes em 2026

A Meta foi a empresa que mais recebeu esses recursos, com R$156 milhões até agora (mais de 70% do valor). No entanto, é preciso notar que muitas campanhas não discriminam as redes nominalmente, e o volume pode ser ainda maior.

Metodologia

Utilizamos como filtro principal a coluna DS_ORIGEM_DESPESA e a rubrica de gastos Despesa com Impulsionamento de Conteúdos, e também utilizamos o código sequencial de despesa SQ_DESPESA para remover duplicatas. 

Núcleo apenas faz filtros e agregações para facilitar a visualização, sem acrescentar nem remover informações. Os dados são atualizados constantemente.

As plataformas digitais monitoradas são Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp), Alphabet (Google e YouTube), ByteDance (TikTok) e Joyo Tecnologia/Kuaishou (Kwai).

Os filtros por redes sociais consideram somente despesas que mencionam as redes sociais na descrição, e, às vezes, uma mesma descrição cita mais de uma rede social.

Além disso, os nomes das redes sociais muitas vezes aparecem com grafias diferentes ou apenas com o nome da empresa, e não da plataforma (ex.: Meta).

Reportagem Sérgio Spagnuolo
Arte Aleksandra Ramos
Edição Alexandre Orrico

Fonte: Núcleo Jornalismo

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