Candidato ao Senado, Deltan Dallagnol tem campanha suspensa pelo TSE
Por Redação — Brasil de Fato
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Uma liminar concedida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite de sábado (19), suspendeu a campanha do candidato ao Senado pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo). A decisão, assinada pelo ministro relator Floriano de Azevedo Marques, impede o candidato de receber e usar recursos do fundo partidário, realizar e transmitir propaganda eleitoral no rádio e na televisão e participar de debates, além de realizar atos de campanha e pedir votos.
A decisão do TSE partiu de um pedido apresentado pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), composta pelo PDT, PT, PC do B, PV, PSOL, Rede, PRD e Solidariedade.
O relator afirma que há indícios de que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná contrariou um entendimento do próprio TSE, que em 2023, por unanimidade, cassou o registro de Dallagnol por ter pedido exoneração do cargo de procurador da República enquanto estavam pendentes as análises de reclamações disciplinares, sindicâncias, pedidos de providências e Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Segundo a Lei da Ficha Limpa (Lei nº 64/90) o candidato já estava inelegível no ato de registro de candidatura em 2022.
Além das análises pendentes à época, o ex-procurador já havia sido condenado às penas de advertência e censura em dois PADs finalizados e ainda constavam contra ele 15 procedimentos diversos em trâmite no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para apurar outras infrações funcionais, de acordo com ministro do TSE Benedito Gonçalves.
Candidato ao Senado, Deltan Dallagnol concorreu nas eleições de 2022 ao cargo de deputado federal, mas teve seu registro cassado. Procurador da República de 2003 a 2021, o jurista ficou conhecido por estar à frente das investigações da Operação Lava Jato e de manter uma relação de proximidade com o então Juiz Sérgio Moro, hoje senador (PL-PR) e candidato à governador nas eleições 2026.
Nas redes sociais, Dallagnol se posicionou, afirmando que foi uma “decisão individual do ministro”, a classificou como “flagrantemente ilegal” e disse que irá recorrer da decisão.
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Fonte: Brasil de Fato