Candidato à reeleição, Contarato defende mandato de dez para ministros do STF
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Publicado em 16 de Setembro de 2026 às 10:55
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Em
sabatina promovida por A Gazeta e CBN Vitória na manhã
desta quarta-feira (16), o senador Fabiano Contarato (PT), que tenta
se reeleger para o cargo, defendeu limite de tempo para atuação de
ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para o parlamentar, o
ideal é que os integrantes tenham mandato limitado a dez anos.
O
posicionamento de Contarato ocorreu em resposta à indagação sobre
como avalia a crise vivenciada pelo STF atualmente, após documentos
da Polícia Federal (PF) revelarem suposta relação de ministros da
Corte com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master.
Além
da restrição de tempo para integrar o tribunal, o senador defende que a escolha dos ministros deixe de ocorrer por indicação
política, passando a ocorrer por meio de lista tríplice.
Já
ao falar sobre suas bandeiras para área da segurança pública, o
senador petista disse defender aumento no tempo de internação de
adolescentes em conflito com a lei.
De
acordo com o parlamentar, essa seria uma alternativa à redução da
maioridade penal. “Não acho razoável um rapaz de menos de 18 anos
cometer um estupro e ficar três somente três anos internado. Tem
que pegar o rigor da pena de acordo com o ato que foi praticado”,
afirmou o petista, ao mencionar suas bandeiras na área da segurança pública em eventual continuidade
de seu mandato.
Contarato
ainda ressaltou que é autor de um projeto em tramitação no Senado,
que trata justamente sobre a majoração do tempo de internação de
jovens em conflito com a lei. O parlamentar destacou que, caso
reeleito, articulará para que a proposta também seja chancelada na
Câmara dos Deputados, tornando-se uma lei federal na sequência.
Em outro momento da sabatina, o candidato afirmou considerar “grave” qualquer iniciativa que vise à equiparação de facções criminosas com organizações terroristas. A justificativa do parlamentar para o posicionamento contrário é a de que, segundo ele, essa medida pode impactar negativamente o direito internacional, além de trazer um risco real de intervenção internacional no território brasileiro.
” A partir do momento que o Brasil declara que nós temos facções criminosas e que são rotuladas ou equiparadas a grupos terroristas, isso impacta na relação do direito internacional. E isso tem uma repercussão fora do país”, disse o senador.
Ainda na abordagem sobre ações criminosas que poderiam ser classificadas como ações terroristas, o parlamentar ressaltou ser totalmente contrário ao enquadramento de atos do Movimento Sem Terra (MST) como ações terroristas, indo contra ao que defende outros candidatos a senador pelo Espírito Santo nas eleições deste ano.
“Agora, você não pode misturar movimentos sociais ou direitos (…) ou direito a buscar uma efetivação de uma garantia constitucional e colocar todo mundo como grupos terroristas. Eu acho isso muito grave”, pontuou Contarato.
Ao responder aos questionamentos de teor político-partidário, o senador negou ter mudado seus posicionamentos após se eleger em 2018.
Ressalta-se que, q uando disputou vaga no Senado pela primeira vez, Contarato teve sua candidatura diretamente relacionada à sua atuação como delegado da Delegacia de Delitos de Trânsito, chegando a receber adesão de parte do eleitorado simpático à direita no Estado.
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