Candidatas denunciam ação de seguranças particulares do IFPE para ‘censurar’ suas campanhas
Por Redação — Brasil de Fato
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A deputada estadual Rosa Amorim (PT) e a vereadora Jô Cavalcanti (Psol), candidatas respectivamente a deputada federal e estadual, denunciaram nas suas redes sociais o que classificaram como “censura” por parte de seguranças privados em frente ao campus Recife do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). Ambas distribuíam panfletos, adesivos e outros materiais individuais de campanha em frente à instituição de ensino, na manhã desta terça-feira (15), quando a equipe de seguranças da escola passou a impedir o acesso dos estudantes com material no IFPE.
Rosa Amorim (PT) classificou a ação como “tentativa de intimidação”. “Tivemos nosso material recolhido e os estudantes foram impedidos de entrar com nossos panfletos, uma postura autoritária e arbitrária dos seguranças. Isso é inadmissível. Os estudantes têm o direito de conhecer nossas propostas”, reclamou a deputada nas redes sociais. “Estava tudo tranquilo até eles [os seguranças] chegarem”, completou. Vídeo publicado nas suas redes sociais mostram ela panfletando na calçada, enquanto um segurança a segue de perto. Noutro vídeo, seguranças na porta do IFPE pegam panfletos das mãos dos estudantes e jogam no lixo.
Jô Cavalcanti (Psol) apontou a ação como “absurda” e “antidemocrática”. “Temos o direito e a liberdade de panfletar. Eu repudio a organização do evento [um aulão pré-Enem] por esse tipo de ação. Impedir o diálogo com estudantes e tentar recolher material político é uma atitude inadmissível”, disparou a vereadora. “Estamos exercendo o direito básico de conversar, apresentar propostas e ouvir quem estuda no IFPE. Nenhum segurança pode decidir quem pode ou não dialogar com a comunidade escolar. Democracia pressupõe liberdade de circulação de ideias e participação política”, completou.
A Lei Federal nº 9.504/1997 (Lei das Eleições) proíbe a distribuição de material eleitoral ou eventos de campanha em instituições públicas ou privadas, mas não a entrada nesses espaços com material de uso particular. A distribuição de material nas calçadas destas instituições também é permitida, desde que não dificultem o trânsito de pedestres no passeio público. O Brasil de Fato entrou em contato com a Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) sobre o caso e a instituição afirmou que só deve se pronunciar em caso de medida judicial por parte das candidatas. As duas candidatas afetadas ainda não decidiram se entrarão com alguma medida judicial ou não.
O BdF também entrou em contato com a direção do IFPE para entender a motivação da ação da equipe de seguranças da instituição. O reitor do IFPE é José Carlos de Sá e o diretor-geral do campus Recife é Fábio Nicácio Barbosa de Souza. Até o momento não fomos respondidos.
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Fonte: Brasil de Fato