Câncer de mama: como cuidar dos cabelos antes, durante e depois da quimioterapia

0

A Gazeta

Redes Sociais

Esqueci minha senha

Acesse aqui

Acesse aqui

Artigo de Opinião

Publicado em 09 de Outubro de 2026 às 10:00

Publicado em 

O acompanhamento capilar pode ajudar a preservar a saúde do couro cabeludo e acompanhar a recuperação dos fios após o tratamento oncológico

Quando uma mulher recebe o diagnóstico de câncer de mama, muitas mudanças passam a fazer parte da sua rotina. Entre elas, a queda dos cabelos provocada por alguns tratamentos oncológicos costuma estar entre as experiências que mais afetam a autoestima e a percepção da própria imagem.

Embora a prioridade seja, naturalmente, o tratamento do câncer, isso não significa que a saúde capilar precisa ser deixada de lado. O acompanhamento dos cabelos e do couro cabeludo pode fazer parte dessa jornada, desde que respeite o momento clínico da paciente e esteja alinhado à equipe responsável pelo tratamento oncológico.

Veja Também 

Na minha prática, costumo reforçar que não existe uma única resposta para todas as mulheres. Cada paciente apresenta uma condição clínica, um tipo de tratamento e uma resposta dos fios. Por isso, o cuidado capilar precisa ser individualizado.

Durante o tratamento, a atenção deve estar principalmente na preservação da saúde do couro cabeludo e na prevenção de irritações e lesões. Ressecamento, sensibilidade e descamação podem aparecer e precisam ser observados.

Também é importante evitar procedimentos agressivos, químicas e intervenções que possam sensibilizar ainda mais a região.

Algumas estratégias podem ser utilizadas para tentar reduzir a queda dos fios durante determinados protocolos de quimioterapia. Entre elas está a crioterapia do couro cabeludo, realizada com toucas ou sistemas de resfriamento capilar. O frio provoca vasoconstrição e pode reduzir a exposição dos folículos aos medicamentos quimioterápicos. A indicação, porém, depende do tipo de câncer, do protocolo utilizado e da avaliação da equipe oncológica.

Nesse período, também é fundamental não iniciar medicamentos ou suplementos para crescimento capilar por conta própria. Substâncias como minoxidil, por exemplo, precisam ser avaliadas individualmente e não devem ser utilizadas durante o tratamento ativo sem orientação médica.

Depois do término da quimioterapia, começa uma nova etapa. Muitas mulheres esperam simplesmente que os cabelos voltem a crescer como eram antes, mas isso nem sempre acontece imediatamente.

É possível que os fios retornem inicialmente mais finos, ásperos, ou com uma textura diferente do normal para a paciente antes do tratamento. Também pode haver mudanças temporárias ou persistentes no padrão de crescimento. Por isso, essa fase também merece acompanhamento.

Nesse momento uma avaliação clínica pode identificar como os fios e o couro cabeludo estão respondendo e se existe alguma alteração que precise ser investigada. A partir dessa análise, podemos discutir estratégias destinadas a melhorar as condições do couro cabeludo e favorecer o crescimento e o fortalecimento dos fios.

Alguns casos podem demandar tratamentos clínicos específicos. A escolha leva em conta fatores como o histórico da paciente, os medicamentos utilizados durante o tratamento, o tempo desde a quimioterapia e o estado atual dos cabelos e do couro cabeludo.

Entretanto, é importante pontuar que o que funciona para uma queda de cabelo comum não nem sempre é adequado para quem está passando por um tratamento oncológico ou se recuperando dele.

Por isso, não recomendo iniciar medicamentos, suplementos ou procedimentos capilares sem avaliação. Em determinadas situações, também é necessário conversar diretamente com o oncologista antes de realizar uma intervenção.

A segurança deve sempre vir antes da expectativa de um resultado rápido, além do  respeito ao tempo biológico dos fios.

O mais importante é que cada mulher tenha acompanhamento adequado e saiba que não precisa enfrentar essas transformações sozinha. Antes, durante e depois da quimioterapia, existem formas de cuidar dos cabelos,  mas cada uma delas precisa respeitar o momento clínico e as necessidades individuais da paciente.

Tópicos Relacionados

Notou
alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a
corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua
mensagem

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Privacidade e segurança

Privacidade e segurança

© 1996 – 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fonte: A Gazeta

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *