‘Cada um que responda pelos seus atos’, diz Nunes sobre a prisão do aliado Milton Leite

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Por Ana Luiza BasilioCarta Capital

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O ex-vereador foi preso no contexto de uma operação que investiga suposta infiltração do PCC no transporte público paulistano

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse esperar que o ex-vereador Milton Leite (União Brasil) pague por seus atos e que terá condições de se defender no curso do processo. O aliado de Nunes, ex-presidente da Câmara de São Paulo, foi preso na sexta-feira 18 em uma operação que apura uma suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital, o PCC, no transporte público paulistano.

“Todos os vereadores da base são meus aliados, de todos os partidos. A gente não tem como se responsabilizar, não querendo fazer uma incriminação antecipada, porque o Milton vai ter toda condição de provar sua inocência ou o Ministério Público provar o contrário. A decisão final será do juiz”, disse o prefeito, na manhã deste sábado 19, ao participar da abertura da Virada Esportiva, no Pacaembu. “Cada um tem que responder pelos seus atos”, completou.

Nunes disse, ainda, não ter falado com Leite ou com os filhos dele desde a prisão do ex-vereador. Alexandre Leite, filho mais velho de Milton, foi secretário de Relações Institucionais da prefeitura até março deste ano, quando deixou o cargo para concorrer a deputado federal. Nunes esteve no lançamento da campanha.

Milton Leite se entregou à Polícia na tarde da sexta-feira 18, em uma delegacia de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Neste sábado, o ex-vereador passou por audiência de custódia, e teve a prisão temporária mantida. Antes da sessão, Leite passou mal e recebeu atendimento médico no Fórum de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ele teria tido um pico de pressão alta. Ele está preso na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, instalada no 1° Distrito Policial.


Ana Luiza Basilio

Repórter do site de CartaCapital

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Fonte: Carta Capital

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