BRICS: Ramaphosa pede responsabilização dos perpetradores do genocídio palestino e da guerra ilegal contra o Irã
Por Leonardo Sobreira — Brasil 247
247 – O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, ao discursar na Cúpula do BRICS em Nova Déli, criticou neste sábado (12) as violações à Carta das Nações Unidas, e cobrou a responsabilização dos perpetradores de atrocidades cometidas contra a Palestina, o Sudão e o Irã.
“As instituições e regras multilaterais estão sendo ignoradas e subvertidas”, afirmou Ramaphosa, ao apontar que violações flagrantes da Carta da ONU, por meio do recurso à guerra, ameaçam a credibilidade do órgão.
De acordo com Ramaphosa, cabe ao BRICS defender e fortalecer uma ordem multilateral baseada nas Nações Unidas “como centro”, ao lado de “uma ordem multipolar justa baseada no direito internacional e na igualdade”.
Ramaphosa defendeu a necessidade de responsabilizar os países que perpetram atrocidades. “Para dar força à lei, deve haver responsabilização por atrocidades: pelo genocídio em curso contra os palestinos, pelos crimes cometidos contra o povo do Sudão e pela guerra ilegal contra o Irã”, afirmou Ramaphosa.
“Devemos exercer pressão e expor violações sempre que, e por quem quer que, sejam cometidas”, afirmou Ramaphosa.
Ao defender um multilateralismo mais inclusivo e eficaz, Ramaphosa apresentou quatro maneiras por meio das quais o BRICS pode contribuir:
- “Primeiro, o BRICS deve continuar sendo uma voz unida em defesa da reforma. Deve defender um sistema da ONU que reflita as realidades atuais e no qual todas as regiões estejam efetivamente representadas.
- Segundo, o BRICS deve demonstrar que a cooperação multilateral produz resultados práticos.
- Por meio do Novo Banco de Desenvolvimento e de outras áreas de cooperação, podemos ajudar a promover o desenvolvimento de infraestrutura, o crescimento sustentável, a segurança alimentar, a saúde, a industrialização e a resiliência climática.
- Terceiro, o BRICS deve ajudar a formular abordagens para a governança global que sejam mais justas, responsáveis e orientadas para o desenvolvimento.
- Quarto, o BRICS é uma ponte entre divisões geopolíticas. Em um mundo fragmentado, o diálogo é mais importante do que o confronto”.
Ao encerrar seu discurso, Ramaphosa enfatizou a importância da África e do Sul Global na construção da futura ordem internacional. “Devemos garantir que as vozes da África e do Sul Global estejam plenamente refletidas na construção da futura ordem internacional”.
Fonte: Brasil 247